Maduro instalará sistema de mísseis na fronteira com a Colômbia

Maduro instalará sistema de mísseis na fronteira com a Colômbia

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou, nesta quarta-feira (4), que instalará um sistema de defesa antiaérea na fronteira com a Colômbia.

Em pronunciamento, Maduro disse que o governo do país vizinho pretende iniciar um conflito armado na região:

“Agora vamos instalar o sistema de mísseis de defesa antiaérea, de defesa terrestre, blindada. Vamos instalá-lo entre 10 e 28 de setembro.”

Sem apresentar qualquer tipo de evidência, o ditador da Venezuela afirmou que o presidente da Colômbia, Iván Duque, tem um plano para iniciar um confronto entre os dois países.

A estratégia, segundo Maduro, é provocar um “falso positivo em setembro”:

“Ele pretende montar um falso positivo, agredir o território venezuelano para ir ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para armar um show político barato às custas de um conflito armado.”

Ditadura Maduro dá golpe em autonomia das universidades

Ditadura Maduro dá golpe em autonomia das universidades

O Supremo Tribunal de Justiça (TSJ), controlado pelo ditador Nicolás Maduro, ordenou, na última terça-feira (27), que os dirigentes da Universidade Central da Venezuela (UCV) realizem eleições para seus órgãos administrativos até os próximos seis meses.

O TSJ também estabeleceu diretrizes para a eleição de autoridades universitárias em outras instituições de ensino superior da Venezuela cujos órgãos administrativos tenham excedido o período para o qual foram eleitos.

A decisão do TSJ determina que o Conselho Nacional de Universidades estabeleça um calendário para a realização das eleições dos reitores, informa O Globo.

A decisão concede o posto de “setor eleitoral universitário” não apenas a professores, estudantes e graduados, mas também a funcionários administrativos e trabalhadores.

A decisão judicial tem sido criticada pela oposição, uma vez que representa um golpe que retira a autonomia de que gozam as instituições de ensino, prevista na Constituição.

A direção das universidades nacionais era considerada um dos últimos redutos de oposição ao chavismo.

Trump considera impor uma quarentena à Venezuela

Trump considera impor uma quarentena à Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando impor um bloqueio ou uma quarentena à Venezuela.

Em conversa com jornalistas nos jardins da Casa Branca, nesta quinta-feira (1º), um jornalista perguntou a Trump:

“O senhor está considerando impor um bloqueio ou uma quarentena à Venezuela?”

Sem dar mais detalhes, Trump responde:

“Sim, eu estou.”

Trump já impôs diversas sanções à Venezuela para forçar a saída do ditador Nicolás Maduro do poder e apoia o líder opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.


General desertor revela espionagem e motim na Venezuela

General desertor revela espionagem e motim na Venezuela

O general Manuel Ricardo Cristopher Figuera, 55 anos, é considerado o desertor venezuelano mais importante das últimas duas décadas.

Figueroa está nos Estados Unidos oferecendo detalhes do regime cada vez mais autoritário de Nicolás Maduro e dos esquemas pelos quais o ditador, sua família e associados apropriam-se dos lucros do petróleo, ouro e outros tesouros nacionais da outrora riquíssima Venezuela.

Em uma conversa com o site Bloomberg, o general afirmou que os serviços de inteligência venezuelanos se infiltraram no aparato de segurança da Colômbia.

Com isso, no início do ano, os venezuelanos rastrearam os movimentos de um importante desertor, o coronel Oswaldo García Palomo, que teria sido capturado, torturado e interrogado depois de cruzar a fronteira colombiana para ajudar a organizar uma rebelião.

“Compartilho a responsabilidade pela permanência de Maduro no poder, como qualquer funcionário que tenha feito parte desse projeto criminoso. Mas, se alguém tiver provas contra mim, não tenho medo de enfrentar a Justiça”, afirma Figueroa.


Braço direito de Guaidó faz greve de fome em prisão na Venezuela

Braço direito de Guaidó faz greve de fome em prisão na Venezuela

O vice-presidente do Parlamento da Venezuela, Edgar Zambrano, completou nove dias em greve de fome, segundo denúncia feita nesta quinta-feira (18) pelo presidente interino Juan Guaidó.

Detido em 8 de maio por apoiar um motim contra o ditador Nicolás Maduro, Zambrano “completa nove dias em greve pelos direitos de todos os venezuelanos, de seus companheiros sequestrados com ele e de todos os presos políticos”, disse Guaidó em sua conta no Twitter.

Guaidó, no entanto, não detalhou o estado de saúde do deputado, limitando-se a indicar que “sua luta […] não descansa”.

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), totalmente controlado pelo chavismo, abriu processo penais contra Zambrano e outros 14 legisladores pelo levante frustrado liderado por Guaidó.

Após as acusações do regime Maduro, outros legisladores se refugiaram em sedes diplomáticas, fugiram para o exterior ou passaram à clandestinidade, informa a revista Veja.


Venezuela acumula inflação de 445 mil por cento em 12 meses

Venezuela acumula inflação de 445 mil por cento em 12 meses

A inflação na Venezuela foi de 24,8% em junho, uma desaceleração em relação a maio, enquanto o acumulado em 12 meses chegou a 445.482,2%.

O deputado Ángel Alvarado, membro da comissão de Finanças do Legislativo, disse que a “hiperinflação” se mantém no país apesar de ter caído frente aos 31,3% de maio.

O fenômeno vai se manter “enquanto esses números não caírem significativamente, pelo menos por um ano consecutivo”, disse Alvarado em coletiva de imprensa, segundo a agência AFP.

A inflação acumulada durante o primeiro semestre foi de 1.155%, detalhou o comitê.


Venezuela denuncia suposta conspiração para matar Maduro

Venezuela denuncia suposta conspiração para matar Maduro

Jorge Rodríguez, ministro da Comunicação chavista, disse, nesta quarta-feira (26), que o regime conseguiu impedir um suposto plano de golpe que incluía o assassinato do ditador Nicolás Maduro e a proclamação de um general da reserva como presidente da Venezuela.

“Estivemos em todas as reuniões para planejar o golpe de Estado, estivemos em todas as conferências”, disse o ministro em uma coletiva de imprensa transmitida pela TV estatal.

Rodríguez indicou que havia infiltrados na trama, que teria o envolvimento de oficiais ativos e da reserva e que pretendiam realizar o plano entre domingo e segunda-feira passados.

O ministro afirmou que o regime Maduro acompanha o planejamento das operações há 14 meses, e que possui mais de 56 horas de gravação de chamadas por vídeo como prova, informa o jornal Gazeta do Povo.

Rodríguez disse que participariam do golpe a Força Aérea, a Guarda Nacional Bolivariana e o grupo de ações especiais do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminais.

Ele também afirmou que a operação contaria com a “incursão de agentes terroristas especiais israelenses, norte-americanos e colombianos”.


Venezuela reabre parte da fronteira com a Colômbia

Venezuela reabre parte da fronteira com a Colômbia

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou hoje (8) a reabertura de parte da fronteira com a Colômbia. A medida envolve a passagem entre os dois países no estado de Táchira, no oeste da Venezuela, que estava fechada há quase quatro meses.

“Em exercício pleno de nossa soberania, ordenei a abertura das passagens fronteiriças do estado de Táchira com a Colômbia a partir deste sábado. Somos um povo de paz que defende firmemente nossa independência e autodeterminação”, disse Maduro no Twitter.

O líder chavista ordenou o fechamento total das fronteiras terrestres com o Brasil e a Colômbia em 22 de fevereiro. A intenção foi frustrar uma tentativa de envio de ajuda humanitária à Venezuela por terra a partir dos dois países vizinhos, programada para o dia seguinte.

A operação – comandada pelo líder oposicionista Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por dezenas de países, inclusive o Brasil – encontrou forte resistência militar e acabou fracassando.

Maduro alegou que a entrada de ajuda era apenas uma desculpa da oposição, aliada a potências estrangeiras, para invadir o país militarmente.

Desde então, o governo restringiu o tráfego de pessoas em três das quatro pontes que ligam o país à Colômbia em Táchira – a não ser por razões médicas ou educacionais.

A quarta ponte, a de Tienditas, nunca foi inaugurada para pedestres ou veículos.

Ingerência estrangeira

Ao longo dos últimos anos, o governo de Maduro determinou o fechamento das fronteiras terrestres e marítimas da Venezuela em várias oportunidades, alegando ingerência estrangeira e outros motivos contra a chamada revolução bolivariana.

A Venezuela compartilha fronteira com a Colômbia em outras duas regiões, nas quais as passagens de pedestres estão sendo realizadas com as mesmas restrições aplicadas em Táchira.

O fluxo migratório entre os dois países tem ocorrido por acesso ilegais, alguns deles próximos aos postos controlados pelas forças de segurança. O governo chavista afirma que 5 milhões de colombianos vivem no país.

A fronteira com o Brasil, por sua vez, foi reaberta no mês passado, bem como a rota marítima para a ilha de Aruba, que também havia sido bloqueada – as autoridades do território caribenho, no entanto, afirmaram que a fronteira continuará fechada.

A ONU informou nesta sexta-feira que, desde novembro de 2018, mais de um milhão de venezuelanos deixaram o país para fugir da grave crise econômica e humanitária. A cifra eleva para 4 milhões o número de migrantes e refugiados da Venezuela desde 2016.

Agência Brasil

Países debatem realização de nova eleição na Venezuela

Países debatem realização de nova eleição na Venezuela

Países que apoiam o líder das forças antigoverno na Venezuela, Juan Guaidó, e aqueles que adotam uma posição neutra em relação ao conflito político concordaram sobre a necessidade de promover nova eleição presidencial.

Na Venezuela, confrontos continuam entre o presidente Nicolás Maduro e Guaidó, que se autodeclarou presidente interino. Maduro é apoiado pela Rússia e China, enquanto os Estados Unidos (EUA) apoiam Guaidó.

Chanceleres do Canadá, Chile e Peru, que também apoiam Guaidó, se reuniram com os representantes de Portugal e Uruguai, que adotam uma postura mais neutra, bem como representantes de alto escalão da União Europeia.

O encontro foi realizado a portas fechadas, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York nessa segunda-feira, para debater formas de resolver a crise.

O chanceler peruano, Néstor Popolizio, disse a jornalistas, após a reunião, que os participantes concordaram em cooperar para promover uma eleição livre e justa na Venezuela.

Maduro deu sinais de que não tem planos para uma nova eleição, ressaltando que foi reeleito de maneira legítima no ano passado.

Agência Brasil

Inflação na Venezuela ultrapassa 1 milhão por cento

Inflação na Venezuela ultrapassa 1 milhão por cento

A inflação na Venezuela ultrapassa mais de 1 milhão por cento, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Milu de Almeida, conselheira das comunidades pela Venezuela, diz que o povo que ganha um salário mínimo não consegue chegar aos produtos e dá um exemplo: “um litro de leite está em 12 mil [bolívares], e o salario mínimo é de 40 mil”.

Muitos dos comerciantes, como já não confiam no valor da moeda oficial, pedem as trocas comerciais em dólares, “o que é ilegal”, afirmou Milu.

Uma reunião conjunta está sendo realizada hoje (3) em Nova York entre o Grupo de Contato Internacional para a Venezuela e o Grupo de Lima. O objetivo do encontro é contribuir para uma solução pacífica e democrática para a crise no país.