Governo do Estado paga mais de R$ 4 milhões ao Icea nesta sexta-feira, referente ao mês de maio

Governo do Estado paga mais de R$ 4 milhões ao Icea nesta sexta-feira, referente ao mês de maio


O vice-governador e secretário-chefe da Casa Civil, Carlos Almeida, anunciou a liberação, nesta sexta-feira (9/8), do pagamento ao Instituto de Cirurgiões do Estado do Amazonas (Icea) referente ao mês de maio, no valor de R$ 4.120.859,760. Com isso, o Governo do Estado mantém normalizada a liberação dos recursos para as cooperativas médicas.     

“Conseguimos resolver o problema do Icea, já nesta sexta-feira (9/8) estão sendo liberados R$ 4 milhões, fazendo com que a parcela de maio, que estava em aberto, seja contemplada. Todos os demais pagamentos, das demais cooperativas, vão ser feitos adequadamente, conforme a disponibilidade financeira, o que vem acontecendo de forma regular”, afirmou o vice-governador.

Carlos Almeida ressaltou a importância do diálogo na busca por soluções dos problemas encontrados pelo Governo. “O Governo do Amazonas tem uma preocupação muito séria com a saúde pública e mesmo com um quantitativo enorme de despesas, há uma responsabilidade muito grande da equipe da saúde em fazer um equilíbrio entre as receitas, ainda minguadas, e as despesas, ainda muito grandes”, afirmou o vice-governador.

“Mas isso se faz mediante interlocução e diálogo, como fez o deputado Dr.Gomes, membro da Comissão de Saúde da ALE, que desde a semana passada busca a interlocução para a resolução dos problemas, que não são de hoje, mas que estamos procurando debelar”, completou.  

Membro da Comissão de Saúde da ALE-AM, Dr. Gomes destacou o papel da base aliada do Governo na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) nesse processo. “Eu entendo que é nosso papel, enquanto parlamentar e também como médico que sou, vendo a dificuldade financeira pela qual passa o Estado, mas também olhando a necessidade dos serviços de saúde para a população, do diálogo”, explicou o parlamentar.

O vice-governador lembrou que os pagamentos das demais cooperativas médicas estão seguindo a tramitação legal para a liberação. “O tempo médio para a resolução de um processo desse é em torno de 30 dias, então a fatura do mês de junho, que todas as demais empresas já estavam demandando, foi fechada e o processo aberto no início de julho, ou seja, o que permite o pagamento de um mês acontece pouco mais de um mês depois, um procedimento que sempre ocorreu e essa é a sistemática de pagamento, até porque estamos falando de prestadores de serviços”, explicou Carlos Almeida.

De acordo com o vice-governador, o Governo demonstra, com isso, que não está em débito com nenhuma empresa prestadora de serviços médicos. “Nossa única dificuldade financeira foi com o Icea, mas com muito esforço e responsabilidade, em especial com a interlocução dos deputados da área médica, podemos fazer a quitação. É com diálogo que se resolve as demandas”, completou.

Foto: Claudio Heitor/Secom.

PAGAMENTOS FEITOS AO  ICEA/ICEAM em 2019

01/02/2019        R$ 2.783.692,00     

04/02/2019        R$ 92.763,18

04/02/2019        R$ 92.763,18

04/02/2019        R$ 64.510,43

05/02/2019        R$ 1.193.010,85     

06/02/2019        R$ 57.862,02

08/02/2019        R$ 25.341,03

15/02/2019        R$ 92.763,18

15/02/2019        R$ 143.336,25

15/02/2019        R$ 62.775,00

14/03/2019        R$ 28.252,75

08/03/2019        R$ 4.105.754,21

05/04/2019        R$ 2.544.255,67     

10/04/2019        R$ 1.189.342,04

17/04/2019        R$ 199.462,50

25/04/2019        R$ 4.101.879,20     

25/04/2019        R$ 87.330,10

15/05/2019        R$ 4.142.477,98     

19/06/2019        R$ 4.018.677,65     

15/07/2019        R$ 83.209,99

Total: R$ 25.109.459,21

Fonte: Portal da Transparência http://www.transparenciafiscal.am.gov.br

Cirurgiões que querem parar hospitais em Manaus recebem R$ 25 mil por mês

Cirurgiões que querem parar hospitais em Manaus recebem R$ 25 mil por mês

O Instituto de Cirurgiões do Estado do Amazonas (Icea), que afirma ter 200 sócios, mas que tem, na verdade, 141 (segundo a base de dados do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, da Receita Federal), quer paralisar as atividades por falta de pagamento, mesmo tendo recebido, só em 2019, mais de R$ 25 milhões do Governo do Estado. O valor equivale a R$ 178.081 por profissional, ou a mísera quantia de R$ 25.440 ao mês. Significa dizer que cada médico cirurgião recebeu, mensalmente, mais de 26 salários mínimos.

Quem acessa a plataforma da Receita Federal, descobre alguns nomes conhecidos. Se houver um cruzamento de dados com as folhas de pagamento do Estado e da Prefeitura, é possível localizar vários deles como servidores estatutários (ou seja: aprovados em concurso público e lotados em alguma unidade de saúde) e, sendo assim, têm outra fonte de renda. Além de, claro, atenderem em consultórios e hospitais particulares.

Cabe dizer que, os que são servidores, estão impedidos de paralisar as atividades, já que seus salários estão em dia (a desculpa não é falta de pagamento?).

Ademais, uma rápida pesquisa no portal da Transparência, pode apontar que a empresa recebeu, em anos anteriores, valores exorbitantes para a prestação de serviços. Só em 2018, os pagamentos feitos via Susam ultrapassaram os R$ 48,8 milhões (os dados são públicos) .

O questionamento não é a qualidade do serviço prestado, cuja excelência é reconhecida por todos. Mas, sim, a forma como a empresa ameaça deixar uma população de quase cinco milhões de habitantes, na mão.

Transparência

Conforme o Portal da Transparência do Governo do Amazonas, em 19 de junho de 2019, a empresa recebeu um pagamento de R$ 4,01 milhões. O último pagamento registrado à empresa foi em 17 de julho de 2019 referente a serviços no HPS 28 de Agosto, no valor de R$ 83,2 mil.

Nesta quinta-feira, a Susam informou que um novo pagamento referente ao contrato maior da Secretaria está previsto para os próximos dias, conforme cronograma de desembolso da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), afirma a Susam.

O valor apto é de aproximadamente R$ 4 milhões, referente aos serviços realizados em maio, cuja empresa deu entrada com a nota na Susam em 14 de junho. Sendo assim, a Susam destaca que está no prazo previsto no contrato, que é de três meses para justificar a quebra contratual.

Em 2019, as 17 empresas médicas que prestam serviços ao Estado já receberam cerca de R$ 234 milhões em pagamentos, conforme o portal da Transparência.

HPS João Lúcio reforma enfermaria usada como conforto para melhorar oferta de leito

HPS João Lúcio reforma enfermaria usada como conforto para melhorar oferta de leito

O Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio Machado, na zona leste, disponibilizou aos pacientes nesta semana uma enfermaria que estava sendo usada como conforto de servidores da unidade. São mais dois leitos que vão ajudar a melhorar o fluxo de pacientes internados. O espaço foi todo reformado, incluindo o banheiro.

O HPS João Lúcio Machado é referência na rede estadual de saúde no atendimento a traumatismo de crânio, infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e cirurgia intracraniana. Possui 227 leitos e atende 290 pacientes por dia. Em média, 8,7 mil pacientes passam pela unidade por mês, a maioria vítima de acidentes e as chamadas causas externas.

“É uma unidade estratégica e, por isso, estamos, num esforço com a direção, trabalhando para melhorar as condições de atendimento”, disse o secretário estadual de Saúde, Rodrigo Tobias.

As obras no HPS iniciaram em abril deste ano e contemplam todo o terceiro andar, com reformas nas enfermarias, banheiros e manutenção de equipamentos. Duas enfermarias desse andar já tinham sido reformadas em maio.

Além das reformas no terceiro andar, o banheiro do politrauma na urgência e emergência também passou por obras, e a enfermaria de observação, localizada no térreo, ganhou dois novos condicionadores de ar.

“Essas mudanças proporcionam maior funcionalidade aos espaços, além de aumentar o conforto dos pacientes, são mudanças que estamos fazendo com responsabilidade de orçamento, atendendo às necessidades prioritárias do hospital e sem comprometer o atendimento”, disse o diretor da unidade, Silvio Romano.

A unidade passa ainda por pintura nos corredores, reforma nos postos de enfermagem, manutenção do telhado e nos ar-condicionados. Na urgência e emergência, o fluxo de atendimento foi otimizado para dar celeridade no acolhimento aos usuários.

FOTOS: DIVULGAÇÃO/SUSAM


Crime no HPS João Lúcio e Joãozinho: enfermeiros da Coopenure jogam fora insumos e apagam registros de pacientes para dificultar trabalho de nova empresa

Crime no HPS João Lúcio e Joãozinho: enfermeiros da Coopenure jogam fora insumos e apagam registros de pacientes para dificultar trabalho de nova empresa

Conversas vazadas de um grupo de WhatsApp de enfermeiros ligados à Coopenure, cooperativa de enfermeiros que deixa de prestar serviço ao Estado nesta sexta-feira, mostram que os profissionais atuaram para dificultar o trabalho da equipe da nova empresa que assume o serviço na rede estadual, após ganhar licitação.

As conversas e imagens compartilhadas no aplicativo de mensagens (confira abaixo) mostram um trabalho conjunto de enfermeiros da Coopenure, que atuavam no Hospital e Pronto Socorro (HPS) João Lúcio e no Joãozinho, para apagar arquivos nos computadores das duas unidades; substituir pastas com registros de pacientes em macas; retirar materiais de área de reabilitação; jogar fora algodão e jarras, e, entre as coisas mais graves, desmontar sistemas de aspiração e jogar fora potes de nebulização usados no atendimento de crianças no HPS Joãozinho.

O conteúdo das conversas, com imagens, é gravíssimo, pois, se comprovado, coloca em risco a vida de adultos e crianças atendidos nas duas unidades.

A Coopenure prestava serviço de enfermagem nas unidades de saúde do Estado há quase 20 anos e, em licitação realizada este ano, perdeu a concorrência por apresentar preço muito acima da nova empresa, a Segeam (Serviços de Enfermagem e Gestão em Saúde do Amazonas).

Valor pago a 17 empresas médicas equivale a mais de dois meses de salários de todos os servidores da SUSAM

Valor pago a 17 empresas médicas equivale a mais de dois meses de salários de todos os servidores da SUSAM

Mais de R$ 203 milhões já foram pagos pelo Governo, só este ano, a 17 empresas médicas que prestam serviços na rede estadual de saúde. Os representantes dessas empresas divulgaram nota hoje de manhã, dia 18 de julho, dizendo que os pagamentos estão atrasados e que, por isso, poderão ocorrer mortes e acontecimentos trágicos, numa clara tentativa de assustar a população.

O valor que as 17 empresas receberam este ano, que está no Portal da Transparência do Governo, equivale a dois meses e meio de salário dos mais de 21 mil servidores da Secretaria de Estado da Saúde, que é de R$ 85 milhões por mês. Somente duas dessas empresas, que têm como sócios 404 médicos, os Institutos de Cirurgia (Icea) e de Ginecologia e Obstetrícia (Igoam) receberam, de janeiro a abril, R$ 46,5 milhões.

Na nota distribuída à imprensa as empresas de especialidades médicas que prestam serviços de saúde ao Governo do Amazonas dizem que, por falta de pagamentos, médicos sócios das empresas ameaçam deixar o Estado e dizem que a situação pode provocar acontecimentos trágicos e mortes de adultos e crianças.

Investimento no combate ao câncer no Amazonas é o maior dos últimos nove anos

Investimento no combate ao câncer no Amazonas é o maior dos últimos nove anos

O Governo do Estado ampliou os investimentos para o combate ao câncer no Amazonas, no primeiro semestre deste ano, destinando mais de R$ 40,1 milhões à Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon), 20% a mais que em 2018. É o maior volume de recursos aplicado na instituição nos últimos nove anos. Na prática, os valores foram revertidos à compra de quimioterápicos de alto custo, aquisição de insumos e manutenção geral da unidade, que é referência em cancerologia na Amazônia Ocidental.

O investimento também cresceu nas demais fundações neste primeiro semestre de 2019, em comparação com o mesmo período de 2018. No total, o Governo do Estado aplicou nas seis unidades, entre janeiro e junho, R$ 175,8 milhões – R$ 15 milhões a mais que os R$ 160,8 milhões investidos nos seis primeiros meses do ano passado. Além dos R$ 175,8 milhões em pagamentos, há ainda R$ 78,3 milhões já empenhados pela atual gestão para custear despesas das fundações.

Na FCecon, além dos R$ 40 milhões já injetados, outros R$ 30,8 milhões estão empenhados, para garantir um planejamento eficaz à renovação do estoque, continuidade de cirurgias e atendimentos em radioterapia, além do funcionamento de outros setores considerados essenciais na estrutura hospitalar.

“Entendemos que a Política de Atenção Oncológica deve ser prioridade, pois o Amazonas se tornou, há alguns anos, um estado polo para pacientes de toda a região Norte, e tem acolhido inclusive pessoas de outros países. Recebemos a unidade desabastecida, e nosso esforço é no sentido de ampliar, cada vez mais, a oferta de vagas, pois o câncer não pode esperar”, frisou o governador Wilson Lima.

São aproximadamente R$ 71 milhões em empenhos para gastos programados do hospital que, além da área assistencial, tem como um dos braços fortes, o Ensino e Pesquisa.

“Trabalhamos para garantir que nossas pesquisas avancem e para viabilizar a inserção de acadêmicos nessa área, por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic). É uma forma de estimular a comunidade a participar e se interessar pela oncologia”, explicou o diretor-presidente da FCecon, mastologista Gerson Mourão.

Outras medidas para a manutenção e ampliação da oferta de atendimento já foram adotadas, como mudanças no fluxo dos serviços ambulatoriais e melhor controle no setor de Farmácia, por meio do uso racional de quimioterápicos.

FOTO: Divulgação/Susam


Equipe da Fundação Hospital Adriano Jorge realiza cirurgia inédita no Amazonas

Equipe da Fundação Hospital Adriano Jorge realiza cirurgia inédita no Amazonas

A equipe de cirurgiões da Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), unidade de saúde vinculada à Secretaria de Saúde do Governo do Amazonas (Susam), realizou, nesta quarta-feira (05/06), a primeira cirurgia de Reconstrução Mandibular com Retalho Microcirúrgico da Fíbula.

Inédita, a cirurgia consistiu em transplantar retalho microcirúrgico da fíbula do paciente – osso da perna, antigo perônio, ao lado da tíbia (canela), pela parte externa. O paciente, servidor público da área de segurança pública, foi vítima de ferimento na face por arma de fogo, afetando diretamente a mandíbula direita, no dia 22 de abril.

Para a realização da cirurgia, duas equipes atuaram no centro cirúrgico ao mesmo tempo: a de especialistas do Serviço de Residência Médica em Cirurgia Bucomaxilofacial da FHAJ, coordenada pelo cirurgião dentista Francisco Amadis, e a equipe de Microcirurgia Reconstrutiva, liderada pelo cirurgião plástico Gustavo Cabrera. Ao todo, participaram do procedimento cirúrgico três cirurgiões principais e dois auxiliares, dois instrumentadores cirúrgicos, dois anestesistas principais e toda a equipe de enfermeiros e técnicos de enfermagem.

A realização do procedimento, financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foi inédita na rede de saúde do Estado e na região Norte. “A Fundação Adriano Jorge vem trabalhando para oferecer serviços de vanguarda em ortopedia, em traumatologia bucomaxilofacial, contribuindo para ampliar a oferta de procedimentos de alta complexidade, na rede pública local”, destacou a diretora-presidente da FHAJ, Christianny Sena.

O cirurgião bucomaxilofacial Francisco Amadis destacou que a cirurgia reconstruiu parte do osso da mandíbula. “Boa parte da mandíbula direita foi destruída pelo projétil. Trabalhamos em parceria com cirurgião plástico, especialista em microcirurgia. Enquanto uma equipe preparou o local para receber o retalho microvascular na mandíbula, a segunda equipe retirou o retalho da fíbula, da perna do paciente, para a reconstrução”, explicou Amadis.

Segundo o médico, a cirurgia foi realizada no momento ideal e o paciente irá recuperar a qualidade de vida. “Após mais de 30 dias do acidente, com todos os exames e procedimentos pré-operatórios realizados, reconstruímos a mandíbula, devolvendo qualidade de vida ao paciente”, disse Amadis.

“Com esta cirurgia, iremos devolver ao paciente a função mastigativa e de fonação, e articulação dos sons. Além de também devolver a deglutição”, informou Amadis. “O mais importante é o retorno do paciente ao convívio social e às suas atividades laborais”, complementou o médico.

Pós-cirúrgico – Francisco Amadis disse que o paciente permanecerá internado – por mais duas ou três semanas, sob cuidados rigorosos. Imediatamente após cirurgia, o paciente foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da FHAJ, procedimento padrão, em virtude do extenso período de cirurgia, assim como pela alta complexidade da cirurgia.

“Após determinado período e conforme evolução do paciente, ele deverá ser encaminhado para enfermaria, ainda sob cuidados rigorosos, e, posteriormente, iniciar fisioterapia”, informou o cirurgião buco-maxilofacial. Em um segundo momento, o paciente deverá ser encaminhado para reabilitação oral, ou seja, prótese dentária.

“As cirurgias de reconstrução mandibular são de alta complexidade. Tanto que desde o efetivo início do procedimento até a finalização, foram mais de seis horas de tempo cirúrgico”, destacou o cirurgião.

Referência – A Fundação Hospital Adriano Jorge é referência para atendimento de média e alta complexidade a pacientes oriundos dos prontos-socorros da capital, interior do Amazonas e demais unidades de saúde da rede estadual. Tem como finalidade a assistência à saúde, ao ensino e à pesquisa.

Assessoria de Comunicação da Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ)


Susam e sindicatos concluem negociação salarial na saúde

Susam e sindicatos concluem negociação salarial na saúde

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) e dirigentes sindicais concluíram nesta quinta-feira (23/05), em reunião na sede do órgão, os percentuais da reposição salarial dos trabalhadores da área da saúde referentes à data-base de 2019, mais datas-bases devidas aos servidores de gestões anteriores.

Na proposta construída entre a gestão e os trabalhadores, ficou definido que o Governo do Amazonas dará 5% de reposição salarial em junho deste ano, retroativo a 1º maio. Além disso, o governo reajustará o vale-alimentação da categoria de R$ 420 para R$ 450.

Na mesma mensagem que será enviada à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), constará também o compromisso do Governo do Amazonas em pagar as perdas salariais devidas de datas-bases anteriores, de forma escalonada, nos anos de 2020 e 2021.

Pela proposta, em 2020, o Governo do Amazonas pagará a data-base do ano, mais 6,5%; e em 2021 a data-base do respectivo ano, mais 7,5%. Desta forma, a Susam quitará os 19% de reposição salarial devidos aos servidores.

O secretário estadual de Saúde, Rodrigo Tobias, elogiou a qualidade do diálogo dos sindicalistas com o governo, e se comprometeu em manter a gestão aberta às demandas dos trabalhadores.

“Saímos satisfeitos dessa negociação, principalmente por saber que a proposta final não foi da gestão e nem dos trabalhadores, mas sim, foi construído coletivamente, e é justamente essa a orientação do governador Wilson Lima aos gestores, que as decisões sejam discutidas em conjunto. Não há vencedores nem vencidos. Todos nós saímos vencedores, na medida em que a gente encontrou consenso”, destacou Rodrigo Tobias.

O presidente do Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais do Estado do Amazonas (Sinfito), Sérgio Cruz, destacou que a proposta foi a possível dentro das limitações que o cenário econômico impõe à gestão. Ele elogiou a forma democrática com que a proposta final foi construída.

“Foi uma negociação bem diferente da que tivemos ano passado (2018). Acredito que não é o que a gente queria, mas é o possível que o governo pode oferecer para a gente”, afirmou Sérgio.

A coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), Neusa de Oliveira Soares, também avaliou que o acordo final considerou pontos importantes para a categoria, mesmo não contemplando 100% do que os trabalhadores buscaram durante a negociação.

“A gente chega para a discussão com o objetivo de conseguir algo a mais para os trabalhadores, mas sabemos da dificuldade financeira que não só o Amazonas, mas todo o Brasil está passando. Conseguimos chegar a um denominador comum, mas conscientes de que o governo permanecerá aberto para novas negociações”, declarou Neuza.

Esta foi a segunda reunião da Susam com os trabalhadores para a construção da proposta de reposição salarial.

Além de dirigentes do Sinfito-AM e do Sintesam, participaram da negociação desta quinta-feira a presidente do Sindicato dos Assistentes Sociais do Estado do Amazonas (Saseam), Ana Paula Soares, o presidente do Sindicato dos Agentes de Endemias (Sindagente), Lourival Pereira, a presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Amazonas (Sinfar), Cecília Motta, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Amazonas (Sindsaúde), Cleidinir Francisca,  o representante do Sindicado do Médicos do Estado do Amazonas (Simeam), Reinaldo Menezes e Everton de Freitas Gomes, do dos Enfermeiros Servidores Públicos no Estado do Amazonas (Sinproenf).

Governo e Ministério da Saúde assinam termo de adesão que vai viabilizar a volta do transplante de rim no AM

Governo e Ministério da Saúde assinam termo de adesão que vai viabilizar a volta do transplante de rim no AM

O Governo do Amazonas e o Ministério da Saúde assinaram, nesta segunda-feira (6/5), o termo de adesão para implantação do Programa de Transplante de Rim no estado. Em uma primeira fase, os profissionais serão capacitados para atuarem no serviço que será implantado no Hospital e Pronto-Socorro da Zona Norte (HPS Zona Norte) Delphina Aziz. A previsão de inicio dos transplantes é o segundo semestre desse ano.

A cerimônia de assinatura do termo ocorreu nesta segunda-feira (6/5), durante o Simpósio de Implantação do Programa de Transplante Renal no Estado, no auditório do HPS Zona Norte, e contou com a presença de representantes do Ministério da Saúde  e do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), de São Paulo, que ficará responsável pela capacitação dos profissionais locais.

O secretário de estado de Saúde, Rodrigo Tobias, afirmou que a assinatura do termo é mais um passo na consolidação do HPS da Zona Norte como referência no Amazonas. “Hoje iniciamos uma primeira etapa de parceria entre Governo do Amazonas, Ministério da Saúde e Hospital Albert Einstein, no sentido de qualificar a nossa atenção quaternária em Saúde. Ou seja, não é atenção básica, mas a mais especializada da atenção especializada. A intenção é que, com esse sistema, a gente retome, depois de dois anos, os transplantes no estado, e possa reduzir também investimentos em tratamentos fora do domicílio, ofertando um serviço de qualidade para a população do Amazonas”, disse Tobias.

O Amazonas chegou realizar transplantes de rim, no entanto, o serviço foi interrompido em 2017. Até aquele ano, foram realizados 400 transplantes. Hoje é feito apenas o transplante de córnea na rede estadual; os demais tipos são realizados via programa de Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

A coordenadora Estadual de Transplantes, Leny Passos, afirmou que a implantação do programa irá reduzir o custo com TFD. Ano passado, foram gastos pelo estado R$ 27,4 milhões com passagem aérea e ajuda de custo com pacientes de TFD. “Nós acompanhamos os custos do tratamento fora de domicílio relacionado aos anos em que não estamos fazendo transplante, que são dois anos. Vimos que esse custo é muito alto, e eu diria até insustentável para o estado, caso ele não tomasse essas medidas”.

Para a coordenadora do sistema nacional de transplantes, Daniela Pontes, a alta demanda do Amazonas e o vazio assistencial do estado nessa área o credenciou para receber o programa.  Atualmente, 1.300 pacientes fazem hemodiálise em unidades da rede estadual e clínicas conveniadas. Estre 12% a 20% de pacientes em diálise têm indicação de fazer um transplante renal. Assim, estima-se que, hoje 260 pessoas no estado precisem de um transplante de rim.

“Esse é um programa de parceria do Ministério da Saúde com os hospitais de excelência, no caso o Hospital Israelita Albert Einstein. A seleção é feita baseada em alguns fatores, como a performance de doação do estado, a organização do estado e o vazio assistencial, além  da demanda reprimida de tratamento dos pacientes que fazem hemodiálise. A opção que nós temos é o transplante, e a gente precisa trabalhar nisso para atendimento à demanda desses pacientes que hoje estão indo para outros estados para serem tratados”.

José Eduardo Afonso Jr, nefrologista do Programa de Transplante do (Hiae), disse que a Tutoria é a primeira etapa do projeto de implantação de transplantes. Haverá capacitação no Estado e também no Hiae. Só após essa fase, implanta-se o ambulatório, onde os pacientes com indicação de transplante serão organizados na fila.

“Os primeiros transplantes daqui serão monitorados com a participação dos profissionais de lá. Assim, quando forem acontecer os transplantes aqui, clínicos e cirurgiões do Einstein participarão dos primeiros para fazer o monitoramento e as instruções para que tudo corra da melhor forma”, explicou o especialista.

A realização de transplante de rim no HPS Zona Norte compõe o conjunto de medidas adotadas pelo Governo do Estado para sanar a situação encontrada pela atual gestão, na área da Saúde, e colocar cem por cento daquela unidade em funcionamento. O projeto começou a ser executado com a oferta de cirurgias gerais eletivas (hérnia e vesícula), em abril, e gradativamente, irá alcançar outras especialidades.

Os transplantes de fígado e implante coclear farão parte das outras etapas de implantação do programa no estado.

FOTOS: Claudio Heitor / Secom


Com ampliação de leitos, Hospital Francisca Mendes deverá realizar 400 cirurgias cardíacas até o final do ano

Com ampliação de leitos, Hospital Francisca Mendes deverá realizar 400 cirurgias cardíacas até o final do ano

O governador do Amazonas, Wilson Lima, visitou o Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM), no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus, na manhã desta quarta-feira (01/05). A unidade, que é referência em cardiologia no estado e na região Norte, recebeu a implantação de uma nova sala cirúrgica e oito leitos de UTI pós-cirúrgicos, aumentando de 28 para 56 a capacidade de realização de cirurgias semanais, sendo 40 em adultos e 16 em crianças. A nova estrutura montada no HUFM vai permitir a redução do tempo de espera de quem está aguardando pelo procedimento.

“Nosso objetivo é fazer com que haja um controle da fila de espera por cirurgias cardíacas. A meta é, até o final desse ano, fazer 400 cirurgias. Levando em consideração que nós fazemos procedimentos não só dos pacientes que moram aqui no estado do Amazonas, mas também de estados vizinhos que acabam vindo para cá, como Acre, Rondônia, Roraima, Pará, além de imigrantes venezuelanos, peruanos. Nós somos muito demandados”, disse o governador, ressaltando que o Amazonas é o único estado da região Norte, além do Pará, a ofertar cirurgia cardíaca na rede pública.

De acordo com o titular da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), Rodrigo Tobias, a fila de espera por cirurgias cardíacas cresceu, nos últimos anos, porque o HUFM perdeu leitos de UTI e teve uma das quatro salas cirúrgicas desativadas por falta de equipamentos.

“O hospital Francisca Mendes foi a primeira unidade que eu visitei e estou retornando aqui para entregar esses resultados. Nós tínhamos um passivo desde 2017 de crianças e adultos que estavam na fila, à espera de um procedimento cirúrgico. Esse espaço estava sendo subutilizado. Fizemos a aquisição de alguns equipamentos, a requalificação de algumas salas e o remanejamento de pessoal”, pontuou Wilson Lima.

Novos equipamentos – Segundo Rodrigo Tobias, a nova gestão fez a aquisição de equipamentos – 12 monitores, três carrinhos de anestesia, quatro ventiladores e cinco cardioversores – para montar os leitos de UTI e a sala cirúrgica. As três primeiras cirurgias realizadas utilizando a nova estrutura serão realizadas nesta quinta-feira (02/05).

“Ainda precisamos trabalhar muito para uma saúde de excelência. O que a gente tem feito até esse momento é uma prova de que saúde é prioridade nesse governo. Posso afirmar e assegurar que o que a gente já fez nesses primeiros 100 dias é superior ao que muitos que passaram por aí não conseguiram fazer”, enfatizou o governador.

Outros avanços – As melhorias no Hospital Francisca Mendes proporcionaram também a redução nos procedimentos da hemodinâmica. Em janeiro desse ano, 1.931 pessoas aguardavam na fila do Sistema de Regulação (Sisreg) pra fazer cateterismo cardíaco e outros procedimentos como angioplastia, arteriografia de membro, embolização e angiografia cerebral. Em abril, caiu para 684 pessoas. Já entre os pacientes internados na unidade e transferidos dos prontos-socorros, a redução foi de 250, em janeiro, para 36 (dado de segunda-feira (30/04). Os cateterismos infantis, que não estavam sendo realizados desde 2014, voltaram a ser feitos no HUFM.

Segundo a diretora do Francisca Mendes, Juliana Dias, o aumento na oferta de procedimentos se deu porque o Governo do Amazonas contratou mais profissionais para atender, além de adquirir materiais como OPMEs (Órtese, Próteses e Materiais Especiais). “Agora temos equipe específica para atender as demandas internas da unidade e temos outra para atender os pacientes da regulação. Isso aumentou significativamente a nossa oferta de procedimentos e a tendência é chegarmos ao fim do ano com essa fila ambulatorial da regulação com no máximo 20 pessoas”, disse.

Os procedimentos endovasculares (angiografia cerebral e embolização de aneurisma) também tiveram um aumento significativo este ano.

FOTOS: Diego Peres