China critica EUA por abandonar tratado nuclear com a Rússia

China critica EUA por abandonar tratado nuclear com a Rússia

A China criticou os Estados Unidos por romper o tratado com a Rússia para a eliminação de mísseis de curto e médio alcances.

Em sessão da Conferência do Desarmamento em Genebra, na Suíça, nesta terça-feira (6), o embaixador do país asiático Li Song declarou:

“A intenção é fazer com que o tratado não seja válido e assim buscar vantagens militares e estratégicas.”

O diplomata garantiu que Pequim, assim como os outros membros da comunidade internacional, está “profundamente preocupada” com o encerramento do acordo, informa a agência EFE.

Por outro lado, o embaixador da Rússia na conferência, Gennady Gatilov, acusou os norte-americanos de lançarem uma campanha para responsabilizar Moscou pelo fim do acordo de eliminação de mísseis de curto e médio alcances.

Coreia do Sul faz disparos de alerta contra avião militar da Rússia

Coreia do Sul faz disparos de alerta contra avião militar da Rússia

Jatos da Coreia do Sul dispararam 360 tiros de advertência contra um avião militar de vigilância da Rússia.

Segundo as autoridades sul-coreanas, a aeronave invadiu, por duas vezes, seu espaço aéreo na manhã desta terça-feira (23).

O incidente ocorreu na costa leste do país, sobre as ilhas Dokdo/Takeshima — ocupadas por Seul, mas também reclamadas pelo Japão.

A incursão ocorreu durante um exercício militar conjunto entre a Rússia e a China. Dois bombardeiros chineses H-6 entraram na zona de identificação aérea de Seul poucas horas antes, junto com outros dois aviões militares russos, informa o jornal Gazeta do Povo.

A Rússia negou as acusações e ofereceu sua própria versão. Disse que dois de seus bombardeiros realizaram uma simulação de “águas neutras” e negaram que disparos de alerta tenham sido disparados por jatos sul-coreanos.

Senador dos EUA quer investigação do FBI sobre FaceApp

Senador dos EUA quer investigação do FBI sobre FaceApp

O popular aplicativo russo FaceApp, que permite aos usuários mudar sua aparência para mais jovem ou mais velho, está envolto em polêmica nos Estados Unidos, onde um senador pediu ao FBI que iniciasse uma investigação.

O senador Chuck Schumer, chefe da minoria democrata no Senado, pediu ao FBI e à FTC, a agência de defesa do consumidor, que “investiguem os riscos à segurança nacional e à privacidade” das pessoas, em relação ao FaceApp.

O aplicativo está sendo usado por milhões de norte-americanos, mas que foi desenvolvido por uma empresa de São Petersburgo, cidade no noroeste da Rússia.

Em carta enviada ao FBI, segundo a agência AFP, Schumer alertou:

“A localização da FaceApp na Rússia levanta questões sobre se a empresa pode fornecer dados de cidadãos dos EUA a terceiros, incluindo potencialmente governos estrangeiros.”

Quando o usuário aceita as condições de uso do aplicativo FaceApp, é especificado no pedido de autorização que os dados podem ser cedidos a terceiros, mas não os usos que essas empresas poderiam fazer da informação.

“É algo muito preocupante”, diz Borja Adsuara, advogado especialista em comunicação digital, que também acusa as lojas digitais por não adotarem medidas cautelares, registra o jornal El País.

Wilson Lima recebe investidores da Rússia e reafirma defesa da ZFM e desenvolvimento de novas matrizes econômicas

Wilson Lima recebe investidores da Rússia e reafirma defesa da ZFM e desenvolvimento de novas matrizes econômicas

O governador do Amazonas, Wilson Lima, recebeu, nesta terça-feira (11/06), na sede do Governo, zona oeste de Manaus, executivos da Rosneft, líder da indústria de petróleo da Rússia e maior companhia petroleira de capital aberto do mundo. Também na manhã de hoje, ele recebeu embaixador do Nepal, Tara Prasad Pokharel. Nas duas reuniões, tratou de novas oportunidades de investimento para o estado.

Wilson Lima voltou a afirmar que investir em outras áreas econômicas e criar novas matrizes não significa abrir mão da Zona Franca de Manaus (ZFM). Para ele, não há o que se questionar sobre a contribuição do modelo, garantido pela Constituição, para a diminuição das desigualdades regionais e na preservação da Amazônia.

“Nós temos muitas riquezas naturais, temos biodiversidade, mas carecemos de investimentos em infraestrutura como porto, aeroporto, recuperação de ramais, vicinais e pavimentação de rodovias, como a BR-319. O Governo do Estado tem trabalhado para desenvolver outras áreas econômicas fundamentais, mas não temos como abrir mão da Zona Franca de Manaus. Temos que desenvolver atividades paralelas ao modelo que já tem dado certo, que demonstrou ser o mais exitoso na preservação do meio ambiente, por exemplo”, ressaltou.

A declaração de Wilson Lima se refere sobretudo a informações divulgadas pela Secretaria de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), do Governo Federal, que afirmou estar preparando um novo projeto de desenvolvimento econômico para a região em substituição aos incentivos fiscais da ZFM.

O governador afirmou que já vem trabalhando, desde que assumiu em janeiro de 2019, para consolidar novas matrizes econômicas, o que inclui projetos em discussão com investidores de áreas como economia digital, bioeconomia, turismo, mineração, piscicultura, setor primário e polo naval. O Governo do Amazonas, disse Wilson Lima, também tem feito tratativas para reestruturar o modelo ZFM, para inserção de novas atividades industriais, diversificando ainda mais a produção.

Para o secretário de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jório Veiga, o desenvolvimento de novos polos econômicos deveria ter sido uma preocupação desde o fim do ciclo da borracha no Amazonas.

“Acabou o ciclo da borracha e a gente não tinha nada. O Amazonas não se preparou. Hoje, a gente tem o modelo Zona Franca, há 52 anos, e nunca nos preocupamos em fazer outro. E o governador Wilson quando assumiu nos orientou a trabalhar outras áreas econômicas que também gerem receita e desenvolvam o estado. Então, como a gente ainda tem bastante tempo de Zona Franca, a gente quer manter o modelo e agregar, e não substituir por outros ramos da economia”, afirmou o Jório Veiga.

O Governo tem feito levantamento em todas as áreas para identificar os potenciais e buscar parcerias para desenvolvê-los. “Todos os outros segmentos nós já estamos trabalhando. Para cada setor desse, estamos definindo qual o potencial de cada setor, até onde ele pode chegar, 8% do PIB, 15% do PIB, adicional ao que a gente tem hoje. Isso faz uma diferença importante, porque lá na frente nós não vamos mais depender tanto da Zona Franca. Mas para que cheguemos lá, dependemos dela hoje”, afirmou o secretário.

Petróleo e gás – Na reunião de hoje com executivos russos, Wilson Lima assinou um termo de intenção com a Rosneft, líder da indústria de petróleo da Rússia e a maior companhia de petróleo do mundo de capital aberto. A empresa desenvolve atividades de prospecção e exploração de depósitos de gás natural na bacia do rio Solimões, no Amazonas.

“A ideia é gerar ainda mais emprego e renda no interior. Nós queremos desenvolver ainda mais atividades que desenvolvam o Amazonas e toda e qualquer parceria nesse sentido é bem-vinda”, disse o governador Wilson Lima.

A empresa pretende ampliar as atividades desenvolvidas no Amazonas com foco na ampliação da exploração, produção e comercialização do gás natural, bem como na produção e geração de energia a partir dele.

“É um marco muito importante para nós, por que nos últimos anos nós perfuramos alguns poços, por que nós levantamos campanhas sísmicas. A assinatura desse termo é um movimento natural como parte do desenvolvimento das nossas atividades na região. É muito importante para o desenvolvimento do Projeto Solimões e da Bacia do Solimões”, disse Vladimir Lyakhovich, diretor-geral da Rosneft Brasil.

Nepal – O governador Wilson Lima também reuniu nesta terça-feira com o Tara Prasad Pokharel, embaixador da República Democrática do Nepal no Brasil, para tratar do estabelecimento de parceria entre o Estado do Amazonas e o Governo do Nepal, com ênfase nas áreas de turismo, agricultura e tecnologia de geração de energia elétrica.

O Nepal, onde fica o Monte Everest, a montanha de maior altitude da Terra, entre Índia e China, desenvolve projetos na área do turismo e quer estreitar as parcerias de divulgação com o Amazonas.

Participaram das reuniões o secretário Jório de Albuquerque Veiga Filho (Seplancti), o secretário de Cultura Marcos Apolo Muniz de Araújo (SEC) e o secretário de produção rural, Petrúcio Pereira de Magalhães Júnior (Sepror), além da servidora Ana Claudia, representante da Amazonastur.

Foto: Diego Peres/Secom


Incêndio em avião russo deixa pelo menos 41 pessoas mortas

Incêndio em avião russo deixa pelo menos 41 pessoas mortas

Pelo menos 41 pessoas morreram no acidente com um avião de passageiros da companhia russa Aeroflot, que fez um pouso de emergência nesse domingo (5) no aeroporto de Sheremetievo, em Moscou, pouco depois de registrar um incêndio a bordo.

Imagens do canal russo Rossiya-24 mostraram vários passageiros deixando a aeronave a pé depois do pouso, enquanto o avião era consumido pelas chamas.

De acordo com a agência Interfax, o avião, modelo Sukhoi Superjet 100, de fabricação russa, transportava 73 passageiros e cinco tripulantes e havia decolado pouco antes do aeroporto de Sheremetievo com destino a Murmansk, cidade localizada no extremo norte do país, acima do Círculo Polar Ártico.

Pouco depois da decolagem, às 17h50 no horário local (11h50 em Brasília) a tripulação notou um princípio de incêndio na aeronave.

“O avião enviou um sinal de socorro depois de decolar. Iniciou então procedimentos de pouso de emergência, mas não conseguiu pousar na primeira tentativa. Na segunda, o avião chocou o trem de pouso e o nariz na pista e começou a queimar”, disse uma fonte anônima à agência Tass.

O Sukhoi Superjet 100 estreou comercialmente em 2011. Em maio de 2012, o modelo registrou o seu primeiro acidente, quando uma aeronave com 45 ocupantes se chocou contra uma montanha na Indonésia.

*Com informações da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)

Kim e Putin selam aproximação

Kim e Putin selam aproximação

O ditador norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente russo, Vladimir Putin, encontraram-se pela primeira vez nessa quinta-feira (25) e afirmaram que tiveram conversas produtivas sobre a desnuclearização na Península Coreana. A cúpula em Vladivostok, no extremo oriente da Rússia, sinaliza uma reaproximação de Pyongyang e Moscou, em meio a estagnação das negociações entre Coreia do Norte e EUA.

O encontro inédito ocorreu numa universidade na Ilha Russky, ao sul de Vladivostok. Os dois líderes apertaram as mãos e compartilharam sorrisos antes de se dirigirem a uma conversa bilateral que durou quase duas horas – mais do que o esperado. Posteriormente, uma segunda rodada de conversações incluiu membros das duas delegações.

“Nós discutimos a situação na Península Coreana e trocamos opiniões sobre o que deveria ser feito para melhorar a situação e como fazê-lo”, disse Putin. O presidente russo afirmou que a conversa foi “bastante detalhada”, mas nenhum dos dois líderes se aprofundou sobre o conteúdo discutido.

“Acabamos de ter uma troca de opiniões muito significativa sobre questões de interesse mútuo”, disse Kim. “A razão pela qual visitamos a Rússia é encontrar e compartilhar opiniões com o presidente Putin, e também compartilhar pontos de vista sobre a Península Coreana, que atraiu a atenção urgente do mundo, além de realizar discussões profundas sobre maneiras estratégicas de buscar estabilidade na situação política regional.”

Antes do pontapé inicial da cúpula, Putin expressou confiança de que a visita de Kim ajudaria “a entender melhor o que deveria ser feito para resolver a situação na Península Coreana e o que a Rússia pode fazer para apoiar os processos positivos” em andamento.

“Saudamos seus esforços para desenvolver um diálogo intercoreano e normalizar as relações da Coreia do Norte com os Estados Unidos”, disse Putin a Kim.

O ditador norte-coreano pediu a Putin que trabalhem em conjunto para explorar formas de resolver o problema da desnuclearização da Península Coreana. “A situação na Península Coreana é de grande interesse para toda a comunidade internacional. Espero que nossas conversas sejam um evento importante para avaliarmos essa situação em conjunto, trocarmos pontos de vista sobre a situação e como resolver esse problema juntos”, disse Kim.

Nas breves declarações antes do encontro, os dois líderes destacaram que estavam buscando fortalecer os laços que datam do apoio da extinta União Soviética ao fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung, o avô do atual líder norte-coreano. Kim disse que espera transformar a relação moderna com Moscou em uma “mais estável e sólida”, enquanto Putin afirmou que a visita dará um impulso aos laços diplomáticos e econômicos.

Kim expressou seu desejo de que a cúpula seja “útil para fortalecer e desenvolver relações tradicionalmente amistosas” e que “elas tenham raízes profundas”. “Bilateralmente, temos muito a fazer para desenvolver laços comerciais e econômicos, desenvolver contatos humanitários”, disse.

Entre as questões discutidas está o destino de cerca de 10 mil trabalhadores norte-coreanos que estão na Rússia e que devem sair do país até o final do ano devido às sanções internacionais. Mão de obra é uma das principais exportações e fontes de dinheiro da Coreia do Norte. Pyongyang tem repetidamente pedido à Rússia para continuar a empregar seus trabalhadores após o prazo final.

Pyongyang, que reportou à Organização das Nações Unidas que enfrenta crises alimentares, também pediu que Moscou continue ou aumente sua ajuda. A Rússia forneceu cerca de 25 milhões de dólares em ajuda alimentar à Coreia do Norte nos últimos anos, segundo o Kremlin. Em março, a agência estatal russa TASS relatou uma entrega de 2 mil toneladas de trigo.

Agência Brasil

Putin quer retomar negociações de programa nuclear com Coreia do Norte

Putin quer retomar negociações de programa nuclear com Coreia do Norte

EFE/MIKHAEL KLIMENTYEV/SPUTNIK/KREMLIN POOL

Uma autoridade russa de alto escalão disse à TV NHK que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pretende propor a retomada de negociações, entre seis partes, do programa nuclear de Pyongyang quando se encontrar, nesta quinta-feira (24) com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Putin e Kim terão sua primeira cúpula em Vladivostok. Kim deve chegar hoje, de trem, à cidade, que fica no extremo oriente russo. A cúpula provavelmente vai abordar uma ampla variedade de temas, incluindo a desnuclearização da Península Coreana e a cooperação econômica bilateral.

As negociações entre as seis partes eram presididas pela China e começaram em 2003. Os outros participantes eram os Estados Unidos (EUA), a Coreia do Norte, o Japão, a Coreia do Sul e Rússia. Entretanto, o impasse entre os EUA e a Coreia do Norte se intensificou cada vez mais sobre como verificar o comprometimento de Pyongyang em desmantelar seu programa nuclear. As negociações estão interrompidas desde dezembro de 2008.

Putin tem dito que a questão nuclear norte-coreana deveria ser debatida pelo mecanismo composto pelas seis partes. Acredita-se que Putin está tentando ampliar o envolvimento russo na questão.

*Com informações da NHK (emissora pública de televisão do Japão)

Venezuela diz que mais tropas russas podem chegar ao país

Venezuela diz que mais tropas russas podem chegar ao país

O vice-chanceler Venezuela, Iván Gil, disse nesta quinta-feira (4) que não descarta a possibilidade de mais militares da Rússia chegarem ao país.

O integrante do regime chavista também afirmou que as forças da Rússia permanecerão na Venezuela pelo tempo que for necessário, e que não há um período definido de permanência.

Segundo a agência Interfax, Iván Gil declarou:

“O grupo de especialistas militares está [na Venezuela] no contexto de nossos acordos e contratos para cooperação técnico-militar.”

Anteriormente, o governo de Vladimir Putin disse que especialistas militares russos estão na Venezuela para cumprir contratos pré-existentes para o fornecimento de armas russas.

Na última terça-feira (2) foi inaugurado um centro de treinamento na Venezuela para treinar os pilotos da ditadura de Nicolás Maduro a voarem helicópteros militares russos.


Trump: ‘Todas as opções podem acontecer’ se militares russos não saírem da Venezuela

Trump: ‘Todas as opções podem acontecer’ se militares russos não saírem da Venezuela

Presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os militares russos precisam sair da Venezuela, dias depois que o contingente russo chegou a Caracas.

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que os militares russos precisam sair da Venezuela, dias depois que o contingente russo chegou a Caracas, dizendo que “todas as opções” poderiam acontecer.

“A Rússia tem que sair”, disse Trump a repórteres durante uma reunião com a esposa do líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó. Perguntado como isso poderia ser realizado, Trump disse: “Vamos ver. Todas as opções estão em aberto.”

Reuters