NASA estuda realização de missão interestelar em 2030

NASA estuda realização de missão interestelar em 2030

Uma equipe de cientistas do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, está trabalhando em parceria com a NASA para realizar uma missão interestelar em 2030.

Os especialistas explicaram que a ideia é enviar ao espaço uma nave de 770 quilos com a ajuda do foguete Space Launch System, da NASA, que deve ficar pronto em 2021, segundo o site Wired.

A exploração do que existe além dos horizontes do Sistema Solar será útil para diversas áreas da ciência.

A equipe, no entanto, está especialmente focada em desenvolver um projeto que possibilite descobrirmos mais informações sobre o lugar do Universo em que vivemos. 

“Estamos dentro de uma bolha tentando descobrir qual é a sua forma, o que é extremamente difícil”, disse Pontus Brandt, participante do projeto.

“A singularidade de uma sonda interestelar é que podemos sair e tirar uma foto da nossa pequena e habitável bolha no espaço”, acrescentou ele, segundo a revista Galileu.

NASA e SpaceX vão enviar nave para se chocar contra asteroide

NASA e SpaceX vão enviar nave para se chocar contra asteroide

A parceria entre NASA SpaceX pretende lançar uma espaçonave em direção a um asteroide.

A iniciativa faz parte da missão Double Asteroid Redirection Test (DART), que busca defender a Terra de qualquer possível objeto espacial que venha a se chocar com o nosso planeta.

O objetivo é testar se uma espaçonave consegue alterar a trajetória do asteroide Didymos B. O corpo celeste não é realmente uma ameaça para nós, mas é ideal para o teste, pois se trata de um Objeto Próximo à Terra (da sigla em inglês, NEO, Near-Earth Object).

Os pesquisadores buscam o desenvolvimento de uma estratégia caso surja no futuro algum objeto realmente perigoso.

O lançamento da missão tem previsão para acontecer em julho de 2021 e o choque entre a nave e Didymos B deverá ocorrer em setembro de 2022, informa a revista Galileu.

Asteroide de 55 milhões de toneladas está na direção da Terra, diz NASA

Asteroide de 55 milhões de toneladas está na direção da Terra, diz NASA

O setor de rastreamento da NASA informou que um asteroide de 340m de diâmetro e 55 milhões de toneladas está a caminho da Terra, com chegada prevista para 3 de outubro. O risco de cataclismo é baixo, mas caso o asteroide saia de sua rota e entre no planeta, sua força destrutiva será igual a 2.700 megaton — para se ter ideia, a bomba de Hiroshima tinha entre 13 e 18 quiloton.

Chamado de FT3, o asteroide será o primeiro de 165 aproximações esperadas pela NASA entre 2019 e 2116. Com o tempo será possível determinar se as possibilidades de colisão irão aumentar ou diminuir. Caso entrasse na atmosfera terrestre, o FT3 ganharia uma velocidade de 45.500 km/h.

O asteroide é uma rocha espacial que circunda o Sol dentro do cinturão entre Marte e Júpiter. A NASA vem monitorando sua rota desde 2007 e diz que há 99,9999908% de chances dele não acertar à Terra.

Potencialmente, no caso da mudança de rota dias antes de uma suposta colisão, pouco poderia ser feito. “Um asteroide em uma trajetória de impacto na Terra não poderia ser abatido nos últimos minutos ou mesmo horas antes do impacto”, afirma a agência.

Basta esperar e torcer para que o FT3 siga seu curso normal.

NASA e MIT testam nova asa de avião que muda de forma

NASA e MIT testam nova asa de avião que muda de forma

Um time de engenheiros da NASA e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveu um novo design de asas de aviões que consegue mudar seu formato para se adaptar ao pouso, decolagem e diferentes velocidades durante o vôo. O primeiro protótipo, que já foi testado no túnel de vento da NASA, foi montado manualmente e consiste em pequenas estruturas ocas e  triangulares que se unem como um lego; os pesquisadores dizem que isso cria uma construção extremamente deformável, leve e que pode facilitar na produção de asas no futuro. A pesquisa original foi publicada nesta segunda, primeiro de abril, no periódico científico Smart Materials and Structures.

Benjamin Jennet, estudante do instituto de tecnologia, explicou em uma entrevista ao MIT NEWS que cada fase do vôo — decolagem, transições de movimento, pouso e parada — precisa de um parâmetro diferente de formato; o protótipo deformável  anula a perda de eficiência da asa convencional. É possível usar motores e cabos para exercer a força necessária para da deformação do material, mas os pesquisadores também desenvolveram um sistema nas estruturas de treliça que responde automaticamente às mudanças na aerodinâmica.  Cada parte da asa possui um componente com elasticidade e rigidez específicos para reagirem a estresses diferentes.

Fonte: Kenny Cheung/ NASA Ames Research Center

A asa desenvolvida possui cerca de quatro metros de extensão e, apesar de ter sido montada manualmente, os cientistas já confirmaram que é possível automatizar a produção do material com um custo relativamente baixo. Além disso, a ideia não fica limitada às asas de aviões; o material pode ser usado para aumentar a performance e reduzir o custo de estruturas como antenas e até turbinas.

Mércurio, não Vênus, é o planeta mais próximo da Terra, diz estudo

Mércurio, não Vênus, é o planeta mais próximo da Terra, diz estudo

Cientistas da Nasa calcularam a distância média entre os planetas, considerando a trajetória de suas órbitas, e chegaram a um resultado diferente do senso comum.

No colégio, os professores ensinam os alunos a memorizar os planetas do sistema solar pela ordem de distância do Sol: “Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno”. Por isso, quando nos perguntam qual é o planeta mais próximo da Terra, é intuitivo responder: Vênus. Porém, cientistas da Nasa atestaram que não é bem assim.

Na verdade, o planeta mais próximo da Terra, em média, é Mercúrio. Escrevendo no periódico Physics Today, os pesquisadores explicam que a forma usada comumente para calcular a proximidade dos planetas é simples demais, e não apresenta a realidade considerando o trajeto de suas órbitas. E essa confusão está intimamente ligada à forma como se mede as distâncias no sistema solar: para calcular a distância dos planetas entre si, usa-se como base a distância média entre os planetas e o Sol, estabelecida em Unidades Astronômicas (AU).

A Terra, claro, é o padrão: a distância média entre o nosso planeta e o Sol é de 149,6 milhões de quilômetros, ou 1 AU, enquanto a de Vênus é de cerca de 0,72 AU. Com base nesses valores, calcula-se que a distância média entre Terra e Vênus é de apenas 0,28 AU — a menor ao se comparar a distância da Terra com qualquer outro planeta.

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