EUA prontos para responder a ataque contra Arábia Saudita, diz Trump

EUA prontos para responder a ataque contra Arábia Saudita, diz Trump

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou, neste domingo (15), que os Estados Unidos estão preparados para responder ao ataque contra infraestruturas petroleiras na Arábia Saudita, que a Casa Branca atribui ao Irã.

É a primeira vez que Trump menciona uma resposta em potencial ao ataque do último sábado (13), que obrigou o reino a reduzir sua produção de petróleo pela metade.

Em seu perfil no Twitter, o presidente dos EUA declarou:

“O suprimento de petróleo da Arábia Saudita foi atacado. Há razões para acreditar que conhecemos o culpado, estamos prontos para atacar dependendo da verificação, mas estamos aguardando notícias do Reino [Saudita] sobre quem eles acreditam que foi a causa desse ataque e sob quais termos procederíamos!”

Os rebeldes xiitas huthis do Iêmen, apoiados pelo regime islâmico em Teerã, e que enfrentam há cinco anos uma coalizão militar liderada pelos sauditas, reivindicaram os ataques contra instalações petrolíferas.

No entanto, o chanceler dos EUA, Mike Pompeo, acusou diretamente o Irã, afirmando que não há provas de que o ataque tenha procedido do Iêmen, e acrescentou que Washington “trabalhará” com seus parceiros para garantir o abastecimento do mercado e “que o Irã preste contas de sua agressão”.

Trump alerta o Irã sobre plano para enriquecimento de urânio

Trump alerta o Irã sobre plano para enriquecimento de urânio

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, alertou o Irã sobre uma possível retaliação em resposta ao plano do país de aumentar seus níveis de enriquecimento de urânio.

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, declarou nessa quarta-feira (3) que o país vai aumentar o enriquecimento de urânio para o nível que julgar necessário, a partir do dia 7 de julho. O Irã vem reclamando que não tem recebido os benefícios econômicos prometidos no acordo nuclear de 2015, assinado com seis potências mundiais, porque os Estados Unidos se retiraram unilateralmente do acordo e estabeleceram sanções sobre Teerã.

Trump respondeu com uma mensagem pelo Twitter, lembrando que Rouhani diz que vai enriquecer urânio em quantidade que o Irã quiser, se não houver um novo acordo nuclear. “Tome cuidado com essas ameaças, Irã. Elas podem voltar para te atormentar como nada antes já te atormentou!”, afirmou o presidente norte-americano.

China lamenta produção de urânio enriquecido do Irã

China lamenta produção de urânio enriquecido do Irã

O regime comunista da China afirmou, nesta terça-feira (2), lamentar que o Irã tenha superado o limite de suas reservas de urânio enriquecido.

Teerã confirmou que rompeu o limite imposto no acordo de 2015 sobre seu programa nuclear, e acusou o governo dos Estados Unidos de ser a “fonte” das atuais tensões.

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, declarou:

“A China lamenta as medidas adotadas pelo Irã, mas, ao mesmo tempo, enfatizamos em muitas ocasiões que a pressão máxima dos Estados Unidos é a causa das tensões atuais.”

E, segundo a agência AFP, acrescentou:

“Pedimos a todas as partes que observem a situação em uma perspectiva global de longo prazo, atuem com moderação e façam cumprir (o acordo), para evitar uma nova escalada.”


França alerta Irã que violar acordo nuclear seria um ‘grave erro’

França alerta Irã que violar acordo nuclear seria um ‘grave erro’

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, advertiu, nesta terça-feira (25), que o Irã cometerá “um grave erro” caso não respeite o acordo nuclear de 2015.

“As diplomacias francesa, alemã e britânica estão totalmente mobilizadas para fazer o Irã entender que não é de seu interesse”, disse Le Drian à Assembleia Nacional.

Le Drian acrescentou que a violação deste tratado também seria uma “má resposta para a pressão exercida pelos Estados Unidos”, informa a revista ISTOÉ.

Teerã anunciou em 8 de maio que não se sentia obrigado a respeitar os limites do acordo nuclear concluído em 2015, em Viena.


Trump condena derrubada de drone dos EUA pelo Irã

Trump condena derrubada de drone dos EUA pelo Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou, nesta quinta-feira (20) o abate de um drone de vigilância militar americano por parte do regime islâmico do Irã.

“O Irã cometeu um grande erro!”, afirmou Trump em sua conta no Twitter.

Segundo autoridades em Teerã, o drone militar dos Estados Unidos estaria em uma missão de espionagem sobre seu território.

O governo norte-americano alega que a aeronave foi atingida em espaço aéreo internacional em um “ataque sem provocação”.

“Os relatórios que apontam que a aeronave encontrava-se sobre o Irã são falsos”, assegurou em comunicado o capitão Bill Urban, porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CentCom), responsável pelas operações no Oriente Médio, segundo o site UOL.


EUA advertem ONU para ‘clara ameaça’ do Irã

EUA advertem ONU para ‘clara ameaça’ do Irã

O governo dos Estados Unidos pediu, nesta quinta-feira (13), ao Conselho de Segurança da ONU que enfrente a “clara ameaça” representada pelo Irã.

A declaração foi feita após Washington acusar Teerã de estar por trás do ataque contra dois navios petroleiros no Golfo de Omã. O Conselho se reuniu para escutar o embaixador americano Jonathan Cohen, que apresentou um relatório sobre a responsabilidade do Irã nos ataques contra os dois petroleiros.

Cohen disse que os ataques “demonstram a clara ameaça que o Irã representa para a paz e a segurança internacionais”. “Pedi ao Conselho de Segurança que se mantenha atento ao assunto e espero que tenhamos mais conversas sobre como agir nos próximos dias”, acrescentou o diplomata, segundo a agência AFP.

“Condeno todo ataque a navios civis”, disse o chefe da ONU, que pediu uma investigação dos fatos ao mesmo tempo em que advertiu que o mundo não pode suportar um conflito de grandes proporções no Golfo.

Dois navios petroleiros são atacados na costa do Irã

Dois navios petroleiros são atacados na costa do Irã

Dois navios petroleiros foram atacados no Golfo de Omã, na costa do Irã, nesta quinta-feira (13). As tripulações das duas embarcações, cerca de 40 pessoas, foram resgatadas e não há mortos, informa o jornal Gazeta do Povo.

Michio Yuube, gerente da empresa japonesa Kokuka Sangyo, disse que o navio “Courageous” foi atacado duas vezes com “algum tipo de projétil” enquanto ia da Arábia Saudita para Cingapura.

O segundo navio atingido é o “Front Altair”, da empresa norueguesa Frontline. Ele estava transportando nafta, uma matéria-prima petroquímica, e havia partido dos Emirados Árabes Unidos.

O incidente está sendo investigado pelas Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido, um canal de compartilhamento de segurança marítima gerenciado pela Marinha Real britânica.

Os navios estavam em águas internacionais, entre Irã e Omã, no momento do incidente. O caso ocorre um mês depois que dois petroleiros da Arábia Saudita foram atacados enquanto navegavam em direção ao Golfo Pérsico.


Irã acusa EUA de ‘terrorismo econômico’

Irã acusa EUA de ‘terrorismo econômico’

Em meio a enchentes que devastam partes do país, o chanceler iraniano acusa EUA de “terrorismo econômico”.

Enquanto as autoridades ordenaram evacuação de várias cidades afetadas por enchentes, o regime islâmico do Irã segue acusando os Estados Unidos de buscarem a intervenção militar na região.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, acusou nesta segunda-feira (1º) os EUA de obstruírem a chegada de ajuda e de “terrorismo econômico” contra seu país.

As sanções americanas “obstruem os esforços no que se refere à ajuda do Crescente Vermelho iraniano a todas as comunidades devastadas pelas intempéries sem precedentes”, disse o ministro em seu perfil no Twitter.

Segundo os serviços de emergência, 23 das 31 províncias iranianas estão afetadas pelas enchentes. Desde o início de março passado, as chuvas deixaram 45 mortos em todo o país, informa a AFP.

Enchentes matam dezenas de pessoas no Afeganistão e Irã

Enchentes matam dezenas de pessoas no Afeganistão e Irã

Estimativa do governo afegão é de que ao menos 32 pessoas morreram até este sábado (30). No Irã, a imprensa oficial afirma que são 45 mortos somente nesta semana.

Mulher observa destroços de casa destruída por inundação em Enjil, no Afeganistão — Foto: REUTERS/Jalil Ahmad

Enchentes em sete províncias no oeste do Afeganistão já deixaram pelo menos 32 mortos até este sábado (30), segundo estimativa do governo do país. De acordo com o porta-voz da Autoridade Nacional de Gerenciamento de Desastres do Afeganistão, outras 12 pessoas estão desaparecidas e mais de 700 casas estão destruídas ou danificadas.

No Irã, segundo a imprensa oficial, morreram 45 pessoas nesta semana. A televisão estatal afirma que pelo menos 11 aldeias localizadas perto dos rios Dez e Karkheh, no sudoeste do país, estão sendo evacuadas enquanto autoridades liberam água de duas grandes represas ao longo dos rios, devido às previsões de mais chuvas.

As informações são da agência de notícias Reuters.

Segundo a agência de notícias estatal iraniana, a Irna, o ministro da Saúde do país afirmou que essas são as chuvas mais fortes registradas lá em uma década. A polícia reforçou pedidos para que as pessoas evitem viagens desnecessárias, embora o Irã esteja comemorando o feriado de ano novo em Nowruz, uma época em que muitas famílias viajam.

No Afeganistão, as inundações, que começaram a se espalhar na quinta (28), destruíram abrigos improvisados onde ficavam famílias que perderam casas, afirmou o porta-voz, Hasibullah Shir Khani.

Ocorrência comum no país — embora geralmente não tão graves —, as enchentes destruíram centenas de casas, alguns locais históricos, milhares de hectares de terras agrícolas, pontes e rodovias, disse Jilani Farhad, porta-voz da província. O país tem pouca infraestrutura, como valas e esgotos, para gerenciar o escoamento de água da chuva ou do derretimento da neve.

Centenas de milhares de pessoas no país já tinham sido obrigadas a deixar seus lares por conta de uma seca severa no ano passado. Além disso, o Afeganistão enfrenta, há 17 anos, uma guerra contra o Talibã. Outra enchente no começo do mês também causou destruição e colocou a colheita do ano em risco.

“Eles tinham o problema da seca, as inundações e o conflito. São pessoas muito pobres, e aí perdem tudo o que têm”, disse o secretário-geral da Sociedade do Crescente Vermelho Afegão, Nilab Mobarez. “Não é tão simples para eles continuarem com suas vidas.”

Crianças andavam com dificuldade através da água da enchente, com lama que alcançava os joelhos e invadia tendas dos acampamentos para desabrigados, mesmo depois que a chuva parou. Algumas famílias penduravam roupas, colchões e roupas de cama que ainda poderiam ser usadas para secar.

“Há uma enorme destruição causada pelas enchentes”, disse Ahmad Jawed Nadem, chefe de refugiados e repatriamento de Herat, província na fronteira com o Irã. Em uma área, ele disse que viu mais de 200 casas destruídas. Só em Herat, oito pessoas morreram, disse Abdul Hakim Tamana, chefe da saúde pública da província.

“Minha casa e terra foram destruídas pelas inundações.Quando você vê a destruição, é de chorar”, relatou Shir Ahmad, morador de um vilarejo de Herat.

A Visão Mundial disse que dezenas de milhares de afegãos foram afetados. Alguns moradores da província de Badghis afirmaram que essa foi a pior tempestade em 20 anos, segundo a organização.

Reuters