Testagem em massa para Covid-19 na área ribeirinha de Coari, determinada por Adail Filho, chega a comunidade indígena

Testagem em massa para Covid-19 na área ribeirinha de Coari, determinada por Adail Filho, chega a comunidade indígena

As ações de enfrentamento à Covid-19 na área ribeirinha de Coari, lançadas na última segunda-feira, 8, pelo prefeito Adail Filho, chegaram neste sábado, 13, à comunidade indígena São José da Fortaleza, no Rio Copeá. No local, a equipe multiprofissional da Secretaria Municipal de Saúde – Semsa, com suporte da UBS Fluvial, realizou o rastreamento e testagem em massa de todos os comunitários e também atendeu moradores das áreas adjacentes.

De acordo com a secretária municipal de Saúde Francisnalva Mendes, durante a ação, os pacientes positivados de imediato receberam a medicação do protocolo Covid-19. Além disso, foram entregues máscaras de proteção individual para todos os comunitários e kits de higiene para as famílias. E os pacientes mais vulneráveis receberam a visita domiciliar, testagem e entrega dos insumos no próprio domicílio.

Francisnalva revela que as ações de saúde na zona rural tem sido efetivas, visto que possibilitam identificar a presença do vírus de forma precoce e imediatamente a equipe de assistência pode realizar intervenção, diminuindo os casos de agravamento e sucessivamente os óbitos. “Nossa prioridade em fazer a testagem em massa é evitar e conter o contágio entre os ribeirinhos e indígenas, com o foco principal em salvar vidas”, afirmou.

Apesar do momento difícil que estamos vivenciando, os indígenas celebraram com uma pequena apresentação cultural, conforme suas tradições, a realização das ações de combate e prevenção da Covid-19 em sua comunidade, respeitando, claro, o distanciamento social.

A Unidade Básica de Saúde Fluvial agora seguirá viagem, cumprindo agenda até o dia 28 deste mês. Em julho, todas as outras comunidades indígenas que ainda não receberam visita irão ser atendidas pela UBS Fluvial e suas populações testadas em massa. Os serviços são realizados por uma equipe multiprofissional da Semsa, composta por médicos, enfermeiros, bioquímico, técnicos de enfermagem, técnicos de patologia, microscopista, agentes comunitários de saúde, dentista e demais profissionais.

Governo recebe demandas de lideranças indígenas do Amazonas

Governo recebe demandas de lideranças indígenas do Amazonas

O governador em exercício e secretário-chefe da Casa Civil, Carlos Almeida, recebeu lideranças indígenas, na manhã desta quinta-feira (15/08), na sede do Governo, na Compensa II, zona oeste da capital. Elas entregaram documento com sugestões de políticas públicas voltadas para a categoria, incluindo investimentos nas áreas de Educação e Saúde, além do fortalecimento da Fundação Estadual do Índio (FEI).  

Acompanhado da secretária de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Caroline Braz, o vice-governador afirmou que todas as propostas serão analisadas com cuidado, para que o Governo possa oferecer ações mais efetivas para os povos indígenas. “Essa contribuição é muito valorosa. Temos um compromisso com a causa indígena, e o nosso interesse é fazer o fortalecimento de assistência e uma política de integração real”, explicou o governador em exercício.

A titular da Sejusc ressaltou que o diálogo com os indígenas nesta gestão é importante para coletar as demandas necessárias e específicas das comunidades.  “O nosso compromisso é fortalecer as organizações e dar início ao processo de elaboração de um Conselho Indígena. A partir dele, vamos conseguir trazer um fundo para captar recursos que realmente sejam administrados de forma coletiva”, comentou a secretária Caroline Braz. “A proposta é trazer políticas públicas aos povos indígenas baseadas nas necessidades que eles estão trazendo para o Governo”, completou.

FOTO: Claudio Heitor / Secom

Bolsonaro defende mineração e agropecuária em terras indígenas

Bolsonaro defende mineração e agropecuária em terras indígenas

Presidente Jair Bolsonaro faz transmissão ao vivo para redes sociais ao lado de indígenas

O presidente Jair Bolsonaro defendeu hoje (17), em uma transmissão ao vivo em sua página no Facebook, a possibilidade de comunidades indígenas desenvolverem atividades de mineração e agropecuária em seus territórios.

Bolsonaro recebeu um grupo de indígenas das etnias Parecis (Mato Grosso), Macuxi (Roraima), Xucuru (Pernambuco) e Yanomamis (Amazonas/Roraima), que reivindicam o direito de explorar as reservas tradicionais. Eles foram levados ao encontro com o presidente pelo secretário de Assuntos Fundiários do governo, Naban Garcia. O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) também participou da transmissão.

“O que nós pudermos fazer para que vocês tenham autonomia sobre todo o perímetro geográfico de vocês, nós faremos”, afirmou o presidente sobre a possibilidade de permitir a exploração econômica das reservas. Bolsonaro ressaltou que, se as comunidades indígenas quiserem, devem ter liberdade para produzir e obter recursos minerais no território.

“Em Roraima, tem trilhões de reais embaixo da terra. E o índio tem o direito de explorar isso de forma racional, obviamente. O índio não pode continuar sendo pobre em cima de terra rica”, acrescentou. 

Primeiro a falar na transmissão, Arnaldo Parecis destacou o desejo de parte dos indígenas de obter permissão para desenvolver atividades agropecuárias nas áreas demarcadas. Ele se apresentou como integrante do grupo de índios agricultores. “Grande parte da população indígena legitimamente representada por nós, índios, tem interesse de desenvolver atividades agrícolas, minerais ou de exploração, de maneira sustentável, dentro das nossas terras, para melhorar a nossa qualidade de vida, suprindo a necessidade de alimentos, a desocupação nas nossas terrar por falta de trabalho”, afirmou.

Segundo Abel Macuxi, de Roraima, a proibição de exploração da terra mantém as comunidades em situação de pobreza. “Nós estamos em cima da riqueza, mas ainda continuamos pobres. Viemos aqui representar nossos agricultores que querem plantar, mas não têm apoio”, disse Abel, que revindicou o direito de praticar atividades pecuárias nas terras demarcadas

“Eles ficam proibindo a gente de criar gado. O índio não pode ser fazendeiro, por que será? Somos todos iguais”, acrescentou.

Bolsonaro criticou a atuação de organizações não governamentais (ONGs) em questões indígenas e ressaltou que não aceitará “intermediários” na relação do governo com os índios. “O povo indígena é o que diz o que a Funai vai fazer. Se não for assim, eu corto toda a diretoria da Funai”, afirmou.

Constituição

O Artigo 231 da Constituição Federal condiciona atividades minerais no território indígena à prévia autorização do Congresso Nacional e à concordância da população indígena que vive sobre o território. Pela Constituição, as reservas tradicionais demarcadas são de “usufruto exclusivo” dos indígenas, incluindo as riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.

Como existem dúvidas sobre como seria autorizada a exploração agropecuária em terras indígenas – com aprovação do Parlamento ou por meio de decreto presidencial –, Bolsonaro prometeu enviar ao Legislativo projeto com esse objetivo, caso seja necessário.

“Se depender do Parlamento, vamos apresentar propostas ao Parlamento brasileiro, que é soberano para decidir essas questões. E se Deus quiser, vamos tirar o índio da escravidão de péssimos brasileiros e de ONGs internacionais”, afirmou.

Páscoa

Mais cedo, Bolsonaro participou de uma celebração da Páscoa no Palácio do Planalto. A cerimônia contou com a apresentação de uma banda gospel, que se revezou na execução de músicas intercalada pela leitura de versículos bíblicos.Gospelé a música característica dos cultos evangélicos, que teve origem na comunidade negra norte-americana.

O presidente estava acompanhado da primeira-dama Michelle Bolsonaro, além de servidores do Palácio e ministros.

Bolsonaro deverá passar o feriado e o fim de semana descansando com a família na base naval do Guarujá, em São Paulo. Ele embarca para São Paulo nesta quinta-feira (18).

Agência Brasil