Maduro instalará sistema de mísseis na fronteira com a Colômbia

Maduro instalará sistema de mísseis na fronteira com a Colômbia

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou, nesta quarta-feira (4), que instalará um sistema de defesa antiaérea na fronteira com a Colômbia.

Em pronunciamento, Maduro disse que o governo do país vizinho pretende iniciar um conflito armado na região:

“Agora vamos instalar o sistema de mísseis de defesa antiaérea, de defesa terrestre, blindada. Vamos instalá-lo entre 10 e 28 de setembro.”

Sem apresentar qualquer tipo de evidência, o ditador da Venezuela afirmou que o presidente da Colômbia, Iván Duque, tem um plano para iniciar um confronto entre os dois países.

A estratégia, segundo Maduro, é provocar um “falso positivo em setembro”:

“Ele pretende montar um falso positivo, agredir o território venezuelano para ir ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para armar um show político barato às custas de um conflito armado.”

Venezuela reabre parte da fronteira com a Colômbia

Venezuela reabre parte da fronteira com a Colômbia

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou hoje (8) a reabertura de parte da fronteira com a Colômbia. A medida envolve a passagem entre os dois países no estado de Táchira, no oeste da Venezuela, que estava fechada há quase quatro meses.

“Em exercício pleno de nossa soberania, ordenei a abertura das passagens fronteiriças do estado de Táchira com a Colômbia a partir deste sábado. Somos um povo de paz que defende firmemente nossa independência e autodeterminação”, disse Maduro no Twitter.

O líder chavista ordenou o fechamento total das fronteiras terrestres com o Brasil e a Colômbia em 22 de fevereiro. A intenção foi frustrar uma tentativa de envio de ajuda humanitária à Venezuela por terra a partir dos dois países vizinhos, programada para o dia seguinte.

A operação – comandada pelo líder oposicionista Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por dezenas de países, inclusive o Brasil – encontrou forte resistência militar e acabou fracassando.

Maduro alegou que a entrada de ajuda era apenas uma desculpa da oposição, aliada a potências estrangeiras, para invadir o país militarmente.

Desde então, o governo restringiu o tráfego de pessoas em três das quatro pontes que ligam o país à Colômbia em Táchira – a não ser por razões médicas ou educacionais.

A quarta ponte, a de Tienditas, nunca foi inaugurada para pedestres ou veículos.

Ingerência estrangeira

Ao longo dos últimos anos, o governo de Maduro determinou o fechamento das fronteiras terrestres e marítimas da Venezuela em várias oportunidades, alegando ingerência estrangeira e outros motivos contra a chamada revolução bolivariana.

A Venezuela compartilha fronteira com a Colômbia em outras duas regiões, nas quais as passagens de pedestres estão sendo realizadas com as mesmas restrições aplicadas em Táchira.

O fluxo migratório entre os dois países tem ocorrido por acesso ilegais, alguns deles próximos aos postos controlados pelas forças de segurança. O governo chavista afirma que 5 milhões de colombianos vivem no país.

A fronteira com o Brasil, por sua vez, foi reaberta no mês passado, bem como a rota marítima para a ilha de Aruba, que também havia sido bloqueada – as autoridades do território caribenho, no entanto, afirmaram que a fronteira continuará fechada.

A ONU informou nesta sexta-feira que, desde novembro de 2018, mais de um milhão de venezuelanos deixaram o país para fugir da grave crise econômica e humanitária. A cifra eleva para 4 milhões o número de migrantes e refugiados da Venezuela desde 2016.

Agência Brasil

Colômbia pede autorização para capturar guerrilheiros na Venezuela

Colômbia pede autorização para capturar guerrilheiros na Venezuela

O presidente da Colômbia, Iván Duque, pediu na última sexta-feira (10) que a Assembleia Nacional da Venezuela“permita e facilite a captura” dos membros da guerrilha colombiana ELN (Exército de Libertação Nacional) que estão acampados em território venezuelano.

Os dois países estão com relações cortadas, por iniciativa do ditador Nicolás Maduro.

Duque afirmou:

“As principais cabeças do ELN estão sendo protegidas por Maduro, por isso convido o presidente Juan Guaidó e a AN que permita e facilite a captura desses delinquentes.”

E acrescentou:

“Para ninguém é mentira que Maduro, o ditador que vem golpeando o povo venezuelano, tem sido um promotor, um financiador e um patrocinador do ELN.”

O presidente interino Juan Guaidó respondeu:

“Este é o momento para que nossas Forças Armadas exerçam a soberania da nação e lutem contra essa ocupação em nosso território.”

E, segundo a Gazeta do Povo, completou:

“A Colômbia, país irmão, pode contar com que a Venezuela deixará de ser santuário de terroristas. Faremos todas as gestões em conjunto com a Assembleia Nacional para colaborar com a Colômbia e com o mundo para evitar e deter ataques que colocam em xeque a população de nossos países.”