Caso Flávio: Justiça expede mandado de prisão de Alejandro Valeiko

Caso Flávio: Justiça expede mandado de prisão de Alejandro Valeiko

A Justiça expediu nesta terça-feira (17) o mandado de prisão de Alejandro Valeiko, acusado pelo homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues no ano passado. A medida ocorre após a determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de restabelecer a prisão dele.

Após ser comunicada, a juíza Ana Paula de Medeiros Braga Bussulo determinou a expedição do mandado de prisão contra o réu.

“Diante da decisão do Colendo Superior Tribunal de Justiça, cuja ordem de restabelecimento da prisão de Alejandro Molina Valeiko, foi devidamente comunicada a este Juízo de primeiro grau para cumprimento, determino a expedição do competente mandado de prisão”, diz a decisão, assinada nesta segunda-feira (16).

O advogado de Valeiko, Diego Gonçalves, disse que, após tomar conhecimento da decisão, comunicou o judiciário para informar que o réu está à disposição para eventual restabelecimento da prisão.

“Pedimos a revogação da prisão e a suspensão do mandado porque ele continua sendo monitorado eletronicamente”, complementou.

Réus são denunciados

A 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPE-AM) no processo que apura o homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues do Santos.

De acordo com o Tribunal de Justiça, a partir do recebimento da denúncia, passam a figurar oficialmente como réus no processo: Alejandro Molina Valeiko, Elizeu da Paz Souza e Mayc Vinícius Teixeira.

No mesmo processo Paola Molina Valeiko responderá por fraude processual e José Edvandro Martins de Souza Junior por denunciação caluniosa.

Elisabeth Valeiko tenta ‘furar fila’ para visitar Alejandro no presídio, em Manaus

Elisabeth Valeiko tenta ‘furar fila’ para visitar Alejandro no presídio, em Manaus

Por volta das 16h deste domingo (8) a primeira-dama do município de Manaus, Elisabeth Valeiko, tentou entrar no Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM) onde está preso seu filho Alejandro Valeiko, apontado pela Justiça como um dos envolvidos no homicídio de Flávio Rodrigues.

O presídio fica no quilômetro 8 da BR-174 (Manaus- Boa Vista). A cena gerou revolta entre esposas e mães de presos que desde as 05h formavam uma fila para tentar visitar companheiros e familiares presos no CDPM. Primeira-dama foi acusada de tentar ‘furar fila’ para ver o filho, Alejandro. 

Durante a tentativa de visitia, Elisabeth estava na companhia de uma advogada, e passou pela portaria do CDPM em um carro modelo SW4, escoltada por dois policiais militares, que estavam em um Corolla branco.

A Coordenação do Sistema Prisional (Cosipe) da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) detectou a presença e proibiu a entrada no estabelecimento penitenciário, uma vez que a mesma não possui cadastro de visitante. Ela também levava um bolo e um salgado, os quais não puderam ser entregues ao filho pois a entrada de comida externa está proibida desde o mês de julho, em cumprimento à Portaria Interna n. 072/2019.

Em nota enviada a reportagem, a Seap informa que o procedimento para visitação deve ser realizado pro meio de um cadastro no aplicativo Visita Legal. Em seguida, os familiares devem agendar atendimento na Central de Atendimento às Famílias, localizada na rua Gabriel Salgado, s/n, Centro de Manaus.

“Em relação aos policiais militares que faziam a escolta da primeira-dama, a Seap informa que comunicará o fato à corregedoria do sistema para apurar suas condutas. A Seap reitera que não há privilégio no atendimento a visitantes do sistema prisional”, conclui a nota .

Alejandro Valeiko é usuário de drogas desde os 13 anos de idade

Alejandro Valeiko é usuário de drogas desde os 13 anos de idade

Um laudo de exame de Alejandro Valeiko, 30, apontado como um dos envolvidos no homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues, revelou que o filho da primeira-dama de Manaus é usuário de drogas (álcool, maconha e cocaína) desde os 13 anos de idade. A informação consta em anexo ao exame de coração realizado ontem (6) no paciente que permanece internado em uma unidade hospitalar particular no Centro de Manaus.

O ecocardiograma feito em Alejandro não apontou nenhuma anormalidade. Além disso, conforme consta no documento, com data de ontem, o enteado do prefeito de Manaus se encontra dormindo no leito, acorda quando solicitado, responde as solicitações verbais, tendo bom estado geral, discurso coerente e conexo, sem alterações quanto ao curso e conteúdo do pensamento, humor um pouco rebaixado, atribuído pela situação de estresse que se encontra, mas nega ideação suicida ou pensamentos de ruína.

Ainda conforme o laudo, Alejandro se encontra em abstinência de drogas há dois meses, se queixa de ansiedade em grau leve, devido à sua situação de cárcere, e de ganho de peso de aproximadamente 15 quilos. Nega alucinações auditivas ou visuais atualmente ou ao longo da sua história de doença, ausência de sintomas psicóticos e sem alterações da motricidade. Está em uso de Olanzapina (antipsicótico) e Rivotril (ansiolítico), e tem dificuldade de conciliar o sono, mesmo em uso de medicação.

Segundo informações obtidas pela reportagem, Alejandro passará por uma nova série de exames. Não há informações sobre quando ele será transferido para o Centro de Detenção Provisória  de Manaus (CDPM) 1, no quilômetro 8 da BR-174, para cumprir prisão preventiva.

Ele retornou anteontem (5), às 20h, para a unidade hospitalar após sintomas de instabilidade na pressão, de acordo com sua defesa. A expectativa era que fosse transferido ainda ontem (6) para o CDPM 1.

Valeiko desde o dia 7 de outubro ocupava uma cela individual na sede do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na Zona Oeste de Manaus. No CDPM 1, o preso vai dividir uma cela de 14 metros quadrados com outros sete detentos. A cela fica em uma ala não faccionada – onde não há integrantes de facção criminosa.

Após prisão preventiva de Alejandro ser decretada, Magno e Edvandro são soltos

Após prisão preventiva de Alejandro ser decretada, Magno e Edvandro são soltos

A Justiça do Amazonas acatou pedido do Ministério Público (MP-AM) e converteu a prisão temporária de Alejandro Valeiko para prisão preventiva. O decreto foi feito na noite desta sexta-feira (29). O decreto também incluiu o sargento Elizeu Da Paz e lutador de MMA Mayc Paredes. O advogado de Alejandro, Yuri Dantas, declarou que vai recorrer da decisão. Também durante a noite de hoje, José Edvandro e Elielton Magno deixaram a prisão.

Os dois foram soltos na presença de familiares e advogados.  A dupla estava detida nas dependências da Delegacia Especializada Em Homicídios (DEHS), Zona Leste de Manaus, também por suspeita de envolvimento na morte do engenheiro Flavio Rodrigues.

No local, apenas o advogado de Magno falou com a imprensa e na ocasião disse que a soltura do cliente foi determinada na tarde de hoje, mas somente pela noite resolveram liberá-lo. No mais, ele complementou: “Nesse processo a imagem do Magno ficou desgastada. Esperamos que o mercado de trabalho não feche as portas para ele, por conta de toda essa situação”, disse Henry Henrique.

Eles foram os únicos, dos seis suspeitos iniciais, que não foram indiciados no inquérito policial. Os dois estavam presos desde o dia três de outubro. Magno foi detido nas dependências da TV acrítica, enquanto dava uma entrevista para o jornalista Sikêra Jr, no dia 03 de outubro. Já Junior gordo foi preso em casa no mesmo dia. Os dois estavam na casa de Alejandro Valeiko, filho da primeira dama do município dia 29 de setembro, noite do crime que vitimou o engenheiro. 

A polícia encerrou o caso essa semana e encaminhou o inquérito policial ao Ministério Público do Estado (MPE) indiciando apenas Mayc Vinicius, Alejandro Valeiko, sargento Da Paz, Vittório Del Gato e Paola Valeiko, que não chegou a ser presa no início das investigações. 

O inquérito foi recebido pelo MPE no dia 26 de novembro e recebido pelo Promotor de Justiça Igor Starling Peixoto, responsável pelo Procedimento Investigatório Criminal (PIC), aberto pelo MPE, em paralelo à investigação policial.  Cabe ao órgão analisar os documentos apresentados e decidir se apresentará ou não denúncia contra os envolvidos no caso. Caso seja apresentada, a Justiça do Amazonas decidirá se aceita a denúncia, dando prosseguimento ao caso.

Ontem os órgão deu um parecer sobre a prisão preventiva de Alejandro e outros indiciados, porém até o fechamento da edição não confirmou para quem foi o pedido. Um dos advogados de Alejandro, Yure Dantas, disse saber do pedido do MP, porém falou que só vai se pronunciar sobre o caso após a decisão judicial.

Defesa pede retirada de processo de Alejandro do segredo de Justiça

Defesa pede retirada de processo de Alejandro do segredo de Justiça

A defesa de Alejandro Valeiko solicitou ontem (27) a suspensão do sigilo do processo que investiga a participação do enteado do prefeito de Manaus Artur Neto na morte do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos. O objetivo desta medida é evitar “leviandades, abusos e sensacionalismos”, afirmou o advogado Yuri Dantas em coletiva realizada no auditório do edifício Soberane, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus, na manhã desta quinta-feira.

Com o encerramento das investigações, a defesa, formada pelo presidente da seccional amazonense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marco Aurélio Choy, pelo ex-secretário de Justiça do Amazonas, Félix Valois, e pela advogada Clotilde Castro, também pediu a revogação da prisão temporária e o resultado da análise do pedido de habeas corpus do cliente, que deverá sair na segunda-feira (2).

Valois considerou acertadas as conclusões do inquérito enviado pela Polícia Civil ao Ministério Público do Amazonas na última terça-feira (26). Ele citou trechos do Código Penal para fundamentar a tese de omissão por parte do enteado no assassinato. “Após muitos equívocos, a polícia chegou à conclusão de que Alejandro não fez nada no que diz respeito à morte de Flávio”, ressaltou. “O equívoco, em termos públicos, é que esse ‘fazer nada’ teve alguma relação com o caso”, acrescentou.

Com base em contradições identificadas na apuração do crime, o grupo reafirmou o argumento de que Alejandro foi alvo de perseguição política. “Quero fazer o registro da absoluta falta de necessidade da prisão de Alejandro. Ele sempre colaborou com as investigações, se colocou à disposição para a reconstituição do crime e ofereceu material genético para  análise”, disse Choy.Dantas, por sua vez, afirmou que houve vazamento seletivo de informações à imprensa com o objetivo de manipular a opinião pública sobre o caso. Os advogados, contudo, se negaram a comentar a intervenção de Paola Valeiko, irmã de Alejandro, na cena do crime, alegando que a indiciada já possui defesa constituída.

Mayc Vinicius, Alejandro Valeiko e o sargento Da Paz serão indiciados por homicídio, já Paola Valeiko será indiciada por fraude processual, e Vittório Del Gato por omissão de socorro.

Defesa de Alejandro Valeiko entra com pedido de Habeas Corpus no STJ

Defesa de Alejandro Valeiko entra com pedido de Habeas Corpus no STJ

A defesa de Alejandro Valeiko entrou com pedido de Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) nessa quinta-feira (7) pedindo a revogação da prisão preventiva do enteado do prefeito de Manaus, Arthur Neto.

Valeiko está preso na sede do 19º Distrito Integrado de Polícia por decisão do desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, do Tribunal de Justiça do AM (TJ-AM). Ele é apontado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequetros (DEHS) como um dos seis envolvidos no homicídio de Flávio Rodrigues, encontrado morto em um terreno no Tarumã, Zona Oeste da capital, após uma festa na casa de Valeiko, no dia 30 de setembro.

De acordo com o advogado Yuri Dantas, o pedido inclui  possíveis erros encontrados pela defesa na série de decisões judiciais que levaram a prisão de Alejandro.  “No pedido feito ao STJ apontamos que não há necessidade de mantê-lo preso. Não há mais ato investigatório contra o nosso cliente”, disse. O advogado também afirma que a prisão causou ‘constrangimento ilegal’, já que Alejandro possui dependência química.

Segundo o advogado, no STJ o caso foi distribuído para o ministro Ribeiro Dantas. 

Trajetória de decisões

Até o momento, Alejandro Valeiko foi alvo de três ordens judiciais envolvendo o Caso Flávio. A primeira foi da juíza da 2ª Vara do Tribunal, Ana Paula Braga, que havia decretado a prisão temporária dele por 30 dias. Na ocasião, Alejandro chegou a ser considerado foragido pela Polícia Civil do AM.

Na segunda decisão, proferida pela desembargadora Joana dos Santos Meirelles, plantonista do TJ-AM, ela derrubou a ordem da juíza e determinou Alejandro que cumprisse a prisão em regime domiciliar. A medida foi duramente criticada pelos advogados da família de Flávio, que apontaram ‘desvio de função’ na decisão da desembargadora.

A decisão determinou que Alejandro se apresentasse em 24h na Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), que investiga o caso envolvendo a morte do engenheiro.

Valeiko estava internado em uma clínica psiquiátrica no Rio de Janeiro, e retornou para Manaus no dia 7 de outubro. De acordo com a decisão, Alejandro ficaria em casa, com vigilância integral e acompanhamento médico.

Em uma terceira decisão, o desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), revogou a medida  que concedeu prisão domiciliar a Alejandro Valeiko, e determinou que ele cumprisse prisão temporária na sede do 19º Distrito Integrado de Polícia, situado na Av. Coronel Teixeira, Zona Oeste. Posteriormente ele chegou a dar entrada no Centro de Detenção Provisória 1 (CDPM 1), mas em poucas horas foi transferido novamente para uma cela individual na delegacia.

Além de Alejandro Valeiko, outros cinco suspeitos de participarem do crime estão presos: José Edvandro Martins de Souza Junior, 31 anos; Elielton Magno de Menezes Gomes Junior, 22 anos; o policial militar Elizeu da Paz de Souza, 37 anos, que está lotado na Casa Militar da Prefeitura de Manaus e, conforme investigações, seria segurança de Alejandro; Mayc Vinicius Teixeira Parede, 37 anos, que confessou ter matado o engenheiro Flávio Rodrigues.

O chefe de cozinha Vitorio Del Gatto, que morava na residência de Alejandro chegou a ser preso, mas foi solto após a juíza Ana Paula de Medeiros Braga, do TJ-AM, determinar sua liberdade imediata. O cozinheiro que está doente, em tratamento de câncer na próstata, foi solto no dia 2 de novembro.

Depoimento de traficante que fornecia drogas a Alejandro não muda rumo das investigações

Depoimento de traficante que fornecia drogas a Alejandro não muda rumo das investigações

Matheus de Moura Martins, 25 anos, foi apresentado na manhã desta terça-feira (05), no prédio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), situado no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste da capital. Segundo a polícia, Matheus era o traficante que fornecia drogas a Alejandro Molina Valeiko, 29 anos, filho da primeira-dama de Manaus, um dos presos suspeitos de ter matado o engenheiro Flavio Rodrigues

Delegado Paulo Martins, que trabalha na investigação do homicídio de Flavio Rodrigues dos Santos, 42, disse que Matheus foi procurado para depor sobre o caso porque teria ido à casa de Alejandro no dia do crime e era citado em vários depoimentos. No entanto, as informações dadas por ele não mudaram o rumo da investigação.

A princípio ele iria apenas à delegacia para prestar esclarecimentos, mas quando os policiais o localizaram na tarde de segunda-feira (4) na sua residência, no Centro de Manaus, ele estava com maconha, oxi e cocaína e materiais para o embalo de entorpecentes. Matheus foi preso em flagrante e encaminhado a DEHS.

Na tarde de segunda-feira, ele foi ouvido pelo caso de tráfico de drogas e também sobre o caso do assassinato do engenheiro Flavio.

Segundo Paulo Martins, Matheus disse em depoimento que conhecia Alejandro há 1 mês e meio e que superfaturava a droga que vendia a ele. A prática é comum, de acordo com o delegado, já que Matheus traficava para pessoas de classe média alta. Por conta disso cobrava valores acima do mercado.

Delegado contou que no dia do crime, Matheus estava com Júnior, Magno, Alejandro e Flávio em um bar no Centro de Manaus. E que na manhã de domingo, todo foram à casa de Alejandro no condomínio Passaredo, Zona Oeste. Ele ficou no local até o início da tarde quando todos resolveram ir à festa rave.

De acordo com Paulo Martins, na noite de domingo, dia 29 de setembro, Alejandro, Júnior e Flavio foram embora da festa, mas Matheus permaneceu na rave e não foi à casa de Alejandro. Portanto, não estava no momento do crime e não pode ser enquadrado nesse caso.

Matheus foi a DEHS apenas para prestar esclarecimentos. Conforme a delegada adjunta da DEHS, Marília Campello, o depoimento de Matheus não mudou o andamento do inquérito. Matheus disse que não viu nenhuma briga ou anormalidade no dia do crime. “O depoimento dele não acrescentou muita coisa. Estamos esperando os laudos das perícias realizadas para podermos concluir o inquérito”, disse a Delegada.

Matheus não vai ser inserido no inquérito do assassinato como suspeito, ele vai responder pelo crime de tráfico de drogas, pois foi preso em flagrante com entorpecentes.

Paulo Martins informou que Matheus foi preso em 2013 por assalto e também respondia por porte ilegal de arma de fogo. Agora deve ser encaminhado a audiência de custódia e vai ficar à disposição da justiça.

Justiça prorroga prisões temporárias de 5 suspeitos envolvidos no ‘Caso Flávio’

Justiça prorroga prisões temporárias de 5 suspeitos envolvidos no ‘Caso Flávio’

A juíza da 1ª Vara do Tribunal do Júri Ana Paula Braga prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária de Elielton Magno de Menezes Gomes Júnior, 22, José Edvandro Martins de Souza Júnior, 31, sargento da Polícia Militar (PM) Elizeu da Paz de Souza, 37, Mayc Vinícius Teixeira Parede, 37, e Alejandro Molina Valeiko e indeferiu o pedido em desfavor do cozinheiro Vittorio Del Gato.

Eles são suspeitos de envolvimento na morte do engenheiro Flávio Rodrigues, encontrado morto na tarde da segunda-feira do dia 30 de setembro em um terreno no Tarumã. Isso horas depois de estar no condomínio Passaredo, na Ponta Negra, na casa de Alejandro, participando de uma festa.

A decisão saiu no final da tarde desta sexta-feira (1º) e teve o parecer favorável do promotor de justiça José Augusto Taveira, que responde pela 14ª Promotoria com atuação no Tribunal do Júri. A prorrogação das prisões foi representada pelos delegados da Polícia Civil Paulo Martins e Marília Campelo para dar continuidade às investigações.

Vittório deve ser liberado

Vittorio Del Gato deverá ganhar liberdade neste sábado (2). O mesmo está doente, em tratamento de câncer na próstata e está recebendo tratamento médico. De acordo com as investigações da polícia, Vittório era o cozinheiro da casa de Alejandro e estava no local no dia do crime.

Já os demais vão continuar presos nas delegacias, sendo Alejandro no 19º Distrito Integrado de Polícia, Mágno, José Edivandro na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o sardento Da Paz em uma unidade da Polícia Militar, no Monte das Oliveiras e Mayc no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1).

STF nega pedido de Habeas Corpus e mantém prisão de Vitorio Del Gatto

STF nega pedido de Habeas Corpus e mantém prisão de Vitorio Del Gatto

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou liminarmente o pedido de Habeas Corpus feito pelos advogados de  Vitorio Del Gatto, um dos presos acusados de envolvimento na morte do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, ocorrida entre os dias 29 e 30 de setembro, em Manaus. A decisão liminar é do ministro Leopoldo de Arruda Raposo, que substitui Felix Fischer, afastado por problemas de saúde. 

O pedido foi realizado na quarta-feira (23) e a deliberação foi  feita nesta quinta (24), um dia depois da Justiça do Amazonas ter negado o pedido de Habeas Corpus em favor de Alejandro Valeiko, também preso por suspeita do envolvimento na morte do engenheiro.

A decisão não favorável a Vitorio foi deferida pelo ministro Leopoldo de Arruda Raposo. Sobre a decisão, a reportagem entrou em contato com um dos advogados do cozinheiro, para saber se alguma outra medida será tomada em relação a isso, mas não teve retorno até a publicação deste material.

Além de Vitorio e Alejandro, estão presos José Edvandro Martins de Souza Junior, o sargento Elizeu Paz, o lutador de MMA Mayc Parede e Elielton Magno de Menezes Júnior. Na noite do crime, dia 29 de setembro, todos eles estavam no Condomínio Residencial Passaredo, de onde a vítima teria sido sequestrada e, posteriormente, teve o corpo levado para um terreno no bairro Tarumã, Zona Oeste.

Flávio foi encontrado morto na tarde do dia seguinte, após ter participado de uma festa junto ao grupo na casa de Alejandro Valeiko, filho da primeira-dama, Elisabeth Valeiko, ouvida nesta semana no inquérito policial que investiga o caso.

Família acredita que Mayc foi forçado a confessar ter matado engenheiro

Família acredita que Mayc foi forçado a confessar ter matado engenheiro

O vigilante Carlos Alan Parede, 43, irmão mais velho lutador de MMA Mayc Vinicius Teixeira Parede, 37, ainda está tentando entender o que levou o irmão a confessar à polícia ser o autor da morte do engenheiro Flávio Rodrigues. “Para mim ele foi obrigado a fazer isso para preservar a família, ou alguém. Quem conhece o meu irmão sabe que ele é incapaz de fazer o mal para alguém”, disse o vigilante.

Para Alan, Mayc podia estar blefando quando confessou à polícia ser o assassino do engenheiro Flávio Rodrigues, morto a facadas no dia 29 do mês passado, depois de uma festa na casa do enteado do prefeito Arthur Neto, Alejandro Valeiko, no condomínio Passaredo, bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

Alan disse que já esteve com Mayc depois de ele estar preso e que, quando perguntou ao irmão o que o levou a confessar o crime do engenheiro, o lutador apenas chorou muito e não falou nada. O irmão aponta fatos que estão acontecendo que, segundo ele, fortificam a suspeita de que Mayc assumiu um crime que ele não cometeu.

Sobre a transferência do suspeito da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) para o Centro de Detenção Provisório Masculino (CDPM), Alan disse acreditar que o irmão não queria.

O vigilante disse ainda que a família não acredita que as duas cartas que chegaram para eles como sendo enviadas por Mayc sejam dele, porque as assinaturas são diferentes. De acordo com ele, os contatos com o irmão foram poucos.

“Nós não sabemos de quase nada, como os motivos que levaram a transferência, assim como quem está pagando o advogado (Josimar Berçout) que está fazendo a defesa dele, para mim ele disse só que era um amigo”, disse o irmão. De acordo com Alan, a família é humilde e não tem recursos para bancar as despesas de um advogado.

Alan contou que Mayc é o penúltimo de uma família de cinco irmãos, filhos de um pedreiro e de uma dona de casa. A família começou no bairro do Japiim, depois se mudou para o bairro do Mauazinho, na Zona Leste, onde foram criados. “Mayc era diferente da gente, sempre interessado em estudar e chegou concluir o ensino médio”, descreveu.

De acordo com o irmão, o lutador de MMA entrou para o Exército, onde ficou dez anos e saiu como 3º sargento. Casou e foi morar no bairro Cidade de Deus, uma casa de alvenaria simples com dois cômodos. O casal teve dois filhos gêmeos e, depois de um tempo, acabaram se separando.

Mayc sempre trabalhou para dar o melhor para os filhos, conforme o irmão. Ele trabalhava como segurança, agente de portaria e também dava aulas de Jiu-Jítsu em academias. Atualmente estava trabalhando como agente de portaria em uma escola municipal, que ele não soube informar o endereço.

Conforme Alan e os irmãos passaram a viver longe um do outro morando em bairros diferentes, mas nunca deixaram de se falar. “As vezes ele chega a ligar pra gente mais de uma vez no dia. Por isso eu digo que o meu irmão não fez isso, ele é inimigo da violência”, afirmou Alan.

Conforme o vigilante, a família toda está abalada com a situação. A mãe Maria do Perpetuo Socorro Parede demonstra tranqüilidade, já o pai está abalado assim como os irmãos, aguardando o desenrolar das investigações.

Desconfiança

A confissão do lutador Mayc Parede não convenceu apenas a própria família, como também gera desconfiança de familiares de Flávio Rodrigues, vizinhos, colegas da academia onde ele era treinador e da polícia, que busca provas para que o verdadeiro assassino apareça.

Na noite de segunda-feira, familiares de Flávio foram a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) onde Elizabeth Valeiko, mãe de Alejandro, prestava depoimento. Com faixas e cartazes, na saída de Elizabeth, familiares do engenheiro gritavam “queremos a verdade, queremos a verdade”.

Na quarta-feira (23), a irmã de Flávio, Aline Rodrigues, disse que ainda não há convencimento. “Se nem a polícia está acreditando que ele é o assassino, imaginem nós. Estamos esperando a conclusão das investigações”, disse Aline.

Para o industriário Gleison dos Santos, 47, morador do bairro Cidade de Deus, Mayc não está falando a verdade.  “Ele treinava a gente na academia, é uma pessoa super do bem e jamais tiraria a vida de uma pessoa”, disse.  O jovem disse que não consegue imaginar o motivo que levou o lutador a assumir o crime.

A dona de casa Ângela do Nascimento é vizinha do lutador e disse que não acredita que ele tenha matado o engenheiro. “Conheço ele há mais de um ano, e ele é uma pessoa do bem”, pontuou ela.“Para mim ele era uma pessoa que vivia para o trabalho, não tinha muitas amizades. Às vezes quando chegava do trabalho com fome perguntava se eu não tinha um caldinho para dar para ele. Eu não acredito no que aconteceu”, acrescentou.

Outra vizinha de Mayc, Mara Costa, 35 anos, disse que conhece o lutador desde quando ela tinha 14 anos. Para ela ele sempre foi uma pessoa tranqüila, que trabalha e vive para os filhos, dois meninos de 15 anos de idade. “Ele chegava do trabalho, pegava os filhos e iam juntos para a academia. Quando soube que ele tinha assumido o crime achei que era apenas uma brincadeira”, disse.

Sem detalhes

Em seu depoimento prestado à Polícia Civil, Mayc confessa ser o autor do crime, sem explicar detalhes de com matou o engenheiro Flávio. Ele contou também que é amigo do sargento Elizeu Paz, também preso, pelo crime, há mais de 20 anos e contou ainda que deve vender um terreno que possui para pagar os honorários do advogado que está fazendo a sua defesa.