Defesa de Alejandro Valeiko entra com pedido de Habeas Corpus no STJ

Defesa de Alejandro Valeiko entra com pedido de Habeas Corpus no STJ

A defesa de Alejandro Valeiko entrou com pedido de Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) nessa quinta-feira (7) pedindo a revogação da prisão preventiva do enteado do prefeito de Manaus, Arthur Neto.

Valeiko está preso na sede do 19º Distrito Integrado de Polícia por decisão do desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, do Tribunal de Justiça do AM (TJ-AM). Ele é apontado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequetros (DEHS) como um dos seis envolvidos no homicídio de Flávio Rodrigues, encontrado morto em um terreno no Tarumã, Zona Oeste da capital, após uma festa na casa de Valeiko, no dia 30 de setembro.

De acordo com o advogado Yuri Dantas, o pedido inclui  possíveis erros encontrados pela defesa na série de decisões judiciais que levaram a prisão de Alejandro.  “No pedido feito ao STJ apontamos que não há necessidade de mantê-lo preso. Não há mais ato investigatório contra o nosso cliente”, disse. O advogado também afirma que a prisão causou ‘constrangimento ilegal’, já que Alejandro possui dependência química.

Segundo o advogado, no STJ o caso foi distribuído para o ministro Ribeiro Dantas. 

Trajetória de decisões

Até o momento, Alejandro Valeiko foi alvo de três ordens judiciais envolvendo o Caso Flávio. A primeira foi da juíza da 2ª Vara do Tribunal, Ana Paula Braga, que havia decretado a prisão temporária dele por 30 dias. Na ocasião, Alejandro chegou a ser considerado foragido pela Polícia Civil do AM.

Na segunda decisão, proferida pela desembargadora Joana dos Santos Meirelles, plantonista do TJ-AM, ela derrubou a ordem da juíza e determinou Alejandro que cumprisse a prisão em regime domiciliar. A medida foi duramente criticada pelos advogados da família de Flávio, que apontaram ‘desvio de função’ na decisão da desembargadora.

A decisão determinou que Alejandro se apresentasse em 24h na Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), que investiga o caso envolvendo a morte do engenheiro.

Valeiko estava internado em uma clínica psiquiátrica no Rio de Janeiro, e retornou para Manaus no dia 7 de outubro. De acordo com a decisão, Alejandro ficaria em casa, com vigilância integral e acompanhamento médico.

Em uma terceira decisão, o desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), revogou a medida  que concedeu prisão domiciliar a Alejandro Valeiko, e determinou que ele cumprisse prisão temporária na sede do 19º Distrito Integrado de Polícia, situado na Av. Coronel Teixeira, Zona Oeste. Posteriormente ele chegou a dar entrada no Centro de Detenção Provisória 1 (CDPM 1), mas em poucas horas foi transferido novamente para uma cela individual na delegacia.

Além de Alejandro Valeiko, outros cinco suspeitos de participarem do crime estão presos: José Edvandro Martins de Souza Junior, 31 anos; Elielton Magno de Menezes Gomes Junior, 22 anos; o policial militar Elizeu da Paz de Souza, 37 anos, que está lotado na Casa Militar da Prefeitura de Manaus e, conforme investigações, seria segurança de Alejandro; Mayc Vinicius Teixeira Parede, 37 anos, que confessou ter matado o engenheiro Flávio Rodrigues.

O chefe de cozinha Vitorio Del Gatto, que morava na residência de Alejandro chegou a ser preso, mas foi solto após a juíza Ana Paula de Medeiros Braga, do TJ-AM, determinar sua liberdade imediata. O cozinheiro que está doente, em tratamento de câncer na próstata, foi solto no dia 2 de novembro.

Depoimento de traficante que fornecia drogas a Alejandro não muda rumo das investigações

Depoimento de traficante que fornecia drogas a Alejandro não muda rumo das investigações

Matheus de Moura Martins, 25 anos, foi apresentado na manhã desta terça-feira (05), no prédio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), situado no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste da capital. Segundo a polícia, Matheus era o traficante que fornecia drogas a Alejandro Molina Valeiko, 29 anos, filho da primeira-dama de Manaus, um dos presos suspeitos de ter matado o engenheiro Flavio Rodrigues

Delegado Paulo Martins, que trabalha na investigação do homicídio de Flavio Rodrigues dos Santos, 42, disse que Matheus foi procurado para depor sobre o caso porque teria ido à casa de Alejandro no dia do crime e era citado em vários depoimentos. No entanto, as informações dadas por ele não mudaram o rumo da investigação.

A princípio ele iria apenas à delegacia para prestar esclarecimentos, mas quando os policiais o localizaram na tarde de segunda-feira (4) na sua residência, no Centro de Manaus, ele estava com maconha, oxi e cocaína e materiais para o embalo de entorpecentes. Matheus foi preso em flagrante e encaminhado a DEHS.

Na tarde de segunda-feira, ele foi ouvido pelo caso de tráfico de drogas e também sobre o caso do assassinato do engenheiro Flavio.

Segundo Paulo Martins, Matheus disse em depoimento que conhecia Alejandro há 1 mês e meio e que superfaturava a droga que vendia a ele. A prática é comum, de acordo com o delegado, já que Matheus traficava para pessoas de classe média alta. Por conta disso cobrava valores acima do mercado.

Delegado contou que no dia do crime, Matheus estava com Júnior, Magno, Alejandro e Flávio em um bar no Centro de Manaus. E que na manhã de domingo, todo foram à casa de Alejandro no condomínio Passaredo, Zona Oeste. Ele ficou no local até o início da tarde quando todos resolveram ir à festa rave.

De acordo com Paulo Martins, na noite de domingo, dia 29 de setembro, Alejandro, Júnior e Flavio foram embora da festa, mas Matheus permaneceu na rave e não foi à casa de Alejandro. Portanto, não estava no momento do crime e não pode ser enquadrado nesse caso.

Matheus foi a DEHS apenas para prestar esclarecimentos. Conforme a delegada adjunta da DEHS, Marília Campello, o depoimento de Matheus não mudou o andamento do inquérito. Matheus disse que não viu nenhuma briga ou anormalidade no dia do crime. “O depoimento dele não acrescentou muita coisa. Estamos esperando os laudos das perícias realizadas para podermos concluir o inquérito”, disse a Delegada.

Matheus não vai ser inserido no inquérito do assassinato como suspeito, ele vai responder pelo crime de tráfico de drogas, pois foi preso em flagrante com entorpecentes.

Paulo Martins informou que Matheus foi preso em 2013 por assalto e também respondia por porte ilegal de arma de fogo. Agora deve ser encaminhado a audiência de custódia e vai ficar à disposição da justiça.

Justiça prorroga prisões temporárias de 5 suspeitos envolvidos no ‘Caso Flávio’

Justiça prorroga prisões temporárias de 5 suspeitos envolvidos no ‘Caso Flávio’

A juíza da 1ª Vara do Tribunal do Júri Ana Paula Braga prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária de Elielton Magno de Menezes Gomes Júnior, 22, José Edvandro Martins de Souza Júnior, 31, sargento da Polícia Militar (PM) Elizeu da Paz de Souza, 37, Mayc Vinícius Teixeira Parede, 37, e Alejandro Molina Valeiko e indeferiu o pedido em desfavor do cozinheiro Vittorio Del Gato.

Eles são suspeitos de envolvimento na morte do engenheiro Flávio Rodrigues, encontrado morto na tarde da segunda-feira do dia 30 de setembro em um terreno no Tarumã. Isso horas depois de estar no condomínio Passaredo, na Ponta Negra, na casa de Alejandro, participando de uma festa.

A decisão saiu no final da tarde desta sexta-feira (1º) e teve o parecer favorável do promotor de justiça José Augusto Taveira, que responde pela 14ª Promotoria com atuação no Tribunal do Júri. A prorrogação das prisões foi representada pelos delegados da Polícia Civil Paulo Martins e Marília Campelo para dar continuidade às investigações.

Vittório deve ser liberado

Vittorio Del Gato deverá ganhar liberdade neste sábado (2). O mesmo está doente, em tratamento de câncer na próstata e está recebendo tratamento médico. De acordo com as investigações da polícia, Vittório era o cozinheiro da casa de Alejandro e estava no local no dia do crime.

Já os demais vão continuar presos nas delegacias, sendo Alejandro no 19º Distrito Integrado de Polícia, Mágno, José Edivandro na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o sardento Da Paz em uma unidade da Polícia Militar, no Monte das Oliveiras e Mayc no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1).

STF nega pedido de Habeas Corpus e mantém prisão de Vitorio Del Gatto

STF nega pedido de Habeas Corpus e mantém prisão de Vitorio Del Gatto

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou liminarmente o pedido de Habeas Corpus feito pelos advogados de  Vitorio Del Gatto, um dos presos acusados de envolvimento na morte do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, ocorrida entre os dias 29 e 30 de setembro, em Manaus. A decisão liminar é do ministro Leopoldo de Arruda Raposo, que substitui Felix Fischer, afastado por problemas de saúde. 

O pedido foi realizado na quarta-feira (23) e a deliberação foi  feita nesta quinta (24), um dia depois da Justiça do Amazonas ter negado o pedido de Habeas Corpus em favor de Alejandro Valeiko, também preso por suspeita do envolvimento na morte do engenheiro.

A decisão não favorável a Vitorio foi deferida pelo ministro Leopoldo de Arruda Raposo. Sobre a decisão, a reportagem entrou em contato com um dos advogados do cozinheiro, para saber se alguma outra medida será tomada em relação a isso, mas não teve retorno até a publicação deste material.

Além de Vitorio e Alejandro, estão presos José Edvandro Martins de Souza Junior, o sargento Elizeu Paz, o lutador de MMA Mayc Parede e Elielton Magno de Menezes Júnior. Na noite do crime, dia 29 de setembro, todos eles estavam no Condomínio Residencial Passaredo, de onde a vítima teria sido sequestrada e, posteriormente, teve o corpo levado para um terreno no bairro Tarumã, Zona Oeste.

Flávio foi encontrado morto na tarde do dia seguinte, após ter participado de uma festa junto ao grupo na casa de Alejandro Valeiko, filho da primeira-dama, Elisabeth Valeiko, ouvida nesta semana no inquérito policial que investiga o caso.

Família acredita que Mayc foi forçado a confessar ter matado engenheiro

Família acredita que Mayc foi forçado a confessar ter matado engenheiro

O vigilante Carlos Alan Parede, 43, irmão mais velho lutador de MMA Mayc Vinicius Teixeira Parede, 37, ainda está tentando entender o que levou o irmão a confessar à polícia ser o autor da morte do engenheiro Flávio Rodrigues. “Para mim ele foi obrigado a fazer isso para preservar a família, ou alguém. Quem conhece o meu irmão sabe que ele é incapaz de fazer o mal para alguém”, disse o vigilante.

Para Alan, Mayc podia estar blefando quando confessou à polícia ser o assassino do engenheiro Flávio Rodrigues, morto a facadas no dia 29 do mês passado, depois de uma festa na casa do enteado do prefeito Arthur Neto, Alejandro Valeiko, no condomínio Passaredo, bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

Alan disse que já esteve com Mayc depois de ele estar preso e que, quando perguntou ao irmão o que o levou a confessar o crime do engenheiro, o lutador apenas chorou muito e não falou nada. O irmão aponta fatos que estão acontecendo que, segundo ele, fortificam a suspeita de que Mayc assumiu um crime que ele não cometeu.

Sobre a transferência do suspeito da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) para o Centro de Detenção Provisório Masculino (CDPM), Alan disse acreditar que o irmão não queria.

O vigilante disse ainda que a família não acredita que as duas cartas que chegaram para eles como sendo enviadas por Mayc sejam dele, porque as assinaturas são diferentes. De acordo com ele, os contatos com o irmão foram poucos.

“Nós não sabemos de quase nada, como os motivos que levaram a transferência, assim como quem está pagando o advogado (Josimar Berçout) que está fazendo a defesa dele, para mim ele disse só que era um amigo”, disse o irmão. De acordo com Alan, a família é humilde e não tem recursos para bancar as despesas de um advogado.

Alan contou que Mayc é o penúltimo de uma família de cinco irmãos, filhos de um pedreiro e de uma dona de casa. A família começou no bairro do Japiim, depois se mudou para o bairro do Mauazinho, na Zona Leste, onde foram criados. “Mayc era diferente da gente, sempre interessado em estudar e chegou concluir o ensino médio”, descreveu.

De acordo com o irmão, o lutador de MMA entrou para o Exército, onde ficou dez anos e saiu como 3º sargento. Casou e foi morar no bairro Cidade de Deus, uma casa de alvenaria simples com dois cômodos. O casal teve dois filhos gêmeos e, depois de um tempo, acabaram se separando.

Mayc sempre trabalhou para dar o melhor para os filhos, conforme o irmão. Ele trabalhava como segurança, agente de portaria e também dava aulas de Jiu-Jítsu em academias. Atualmente estava trabalhando como agente de portaria em uma escola municipal, que ele não soube informar o endereço.

Conforme Alan e os irmãos passaram a viver longe um do outro morando em bairros diferentes, mas nunca deixaram de se falar. “As vezes ele chega a ligar pra gente mais de uma vez no dia. Por isso eu digo que o meu irmão não fez isso, ele é inimigo da violência”, afirmou Alan.

Conforme o vigilante, a família toda está abalada com a situação. A mãe Maria do Perpetuo Socorro Parede demonstra tranqüilidade, já o pai está abalado assim como os irmãos, aguardando o desenrolar das investigações.

Desconfiança

A confissão do lutador Mayc Parede não convenceu apenas a própria família, como também gera desconfiança de familiares de Flávio Rodrigues, vizinhos, colegas da academia onde ele era treinador e da polícia, que busca provas para que o verdadeiro assassino apareça.

Na noite de segunda-feira, familiares de Flávio foram a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) onde Elizabeth Valeiko, mãe de Alejandro, prestava depoimento. Com faixas e cartazes, na saída de Elizabeth, familiares do engenheiro gritavam “queremos a verdade, queremos a verdade”.

Na quarta-feira (23), a irmã de Flávio, Aline Rodrigues, disse que ainda não há convencimento. “Se nem a polícia está acreditando que ele é o assassino, imaginem nós. Estamos esperando a conclusão das investigações”, disse Aline.

Para o industriário Gleison dos Santos, 47, morador do bairro Cidade de Deus, Mayc não está falando a verdade.  “Ele treinava a gente na academia, é uma pessoa super do bem e jamais tiraria a vida de uma pessoa”, disse.  O jovem disse que não consegue imaginar o motivo que levou o lutador a assumir o crime.

A dona de casa Ângela do Nascimento é vizinha do lutador e disse que não acredita que ele tenha matado o engenheiro. “Conheço ele há mais de um ano, e ele é uma pessoa do bem”, pontuou ela.“Para mim ele era uma pessoa que vivia para o trabalho, não tinha muitas amizades. Às vezes quando chegava do trabalho com fome perguntava se eu não tinha um caldinho para dar para ele. Eu não acredito no que aconteceu”, acrescentou.

Outra vizinha de Mayc, Mara Costa, 35 anos, disse que conhece o lutador desde quando ela tinha 14 anos. Para ela ele sempre foi uma pessoa tranqüila, que trabalha e vive para os filhos, dois meninos de 15 anos de idade. “Ele chegava do trabalho, pegava os filhos e iam juntos para a academia. Quando soube que ele tinha assumido o crime achei que era apenas uma brincadeira”, disse.

Sem detalhes

Em seu depoimento prestado à Polícia Civil, Mayc confessa ser o autor do crime, sem explicar detalhes de com matou o engenheiro Flávio. Ele contou também que é amigo do sargento Elizeu Paz, também preso, pelo crime, há mais de 20 anos e contou ainda que deve vender um terreno que possui para pagar os honorários do advogado que está fazendo a sua defesa.

Desembargador José Hamilton deve julgar Habeas Corpus de Alejandro Valeiko

Desembargador José Hamilton deve julgar Habeas Corpus de Alejandro Valeiko

O desembargador João Mauro Bessa, relator do processo criminal que investiga o envolvimento de Alejandro Molina Valeiko na morte de Flávio Rodrigues, determinou que o Habeas Corpus, com pedido liminar impetrado pela defesa do filho da primeira-dama de Manaus, seja redistribuído ao desembargador José Hamilton. A decisão ocorre após outra magistrada, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus, manter a prisão temporária de Alejandro e mais dois suspeitos de terem ligação no homicídio do engenheiro, encontrado morto dia 30 de setembro no Tarumã, Zona Oeste da capital.

No dia 17 deste mês, a  juíza Ana Paula de Medeiros Braga Burssulo indeferiu os requerimentos de relaxamento ou revogação da prisão de Alejandro Molina Valeiko, além de José Edvandro Martins de Souza Junior e Vittorio Del Gatto, também presos pelo crime.

Na decisão desta terça-feira (22), Bessa considerou a medida um “suposto ato ilegal”, uma vez que a prisão temporária a qual cumpre Alejandro foi decretata inicialmente pelo desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos.

Ao considerar que o Habeas Corpus se refere ao mesmo processo criminal, que têm como paciente Alejandro Molina Valeiko, Bessa afirma em sua decisão que a “apreciação deste remédio heróico deve ser realizada por um único magistrado, no caso, o que recebeu o pedido distribuído primitivamente” – isto é, o desembargador José Hamilton.

De acordo com Bessa, a medida visa, sobretudo, evitar que magistrados distintos tenham decisões que possam ser conflitantes, relativas aos mesmos fatos, além de “preservar a segurança jurídica dos provimentos judiciais”, conforme pontuou.

Caso Flávio: filha da primeira-dama de Manaus deixa delegacia após quase duas horas

Caso Flávio: filha da primeira-dama de Manaus deixa delegacia após quase duas horas

Após quase duas horas, Paola Molina Valeiko, filha da primeira-dama de Manaus, Elisabeth Valeiko, deixou nesta segunda-feira (22), por volta das 12h45, a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Ela foi ao local prestar depoimento sobre a morte do engenheiro Flávio Rodrigues, encontrado morto no dia 30 de setembro em um terreno no Tarumã, na Zona Oeste de Manaus.

A irmã de Alejandro Valeiko, um dos suspeitos presos de ter ligação com o crime, não quis falar com a imprensa. Em certos momentos, durante o trajeto até o carro que lhe aguardava no pátio da DEHS, ela chegou a demonstrar irritação com os registros feitos por repórteres-fotográficos e cinegrafistas. Ela saiu acompanhada por três advogados, entre eles Félix Valois e Yuri Dantas, ambos responsáveis pela defesa de Alejandro.

Paola, que chegou para depor hoje por volta das 10h45, foi uma das primeiras pessoas que foram ao local onde teria ocorrido o suposto sequestro do engenheiro – encontrado posteriormente morto – no condomínio Passaredo, na residência de Alejandro. Segundo a primeira-dama de Manaus, a filha chegou a limpar o sangue que estava no imóvel.

Mais cedo, questionado sobre o ocorrido, Félix disse desconhecer o fato. Ao ser informado que chegou a ser veiculado, em uma reportagem nacional, que a própria primeira-dama afirmou que a filha limpou o sangue do imóvel, ele declarou: “Então passou. A obrigação da polícia era isolar o local. Não isolou. Quem vai deixar a casa suja? A casa tá suja, tem que limpar”.

Ontem, a Elisabeth Valeiko passou mais de duas horas na sede da DEHS, onde prestou depoimento no início da noite de segunda-feira (21). Sobre o que foi dito, Félix informou que não pode relatar nada por conta do inquérito estar em segredo de Justiça. Ele apenas citou que a primeira-dama estava tensa e nervosa durante os esclarecimentos, o que, segundo ele, é algo natural.

Caso Flávio: primeira-dama recebe nova intimação para depor após não comparecer

Caso Flávio: primeira-dama recebe nova intimação para depor após não comparecer

O não comparecimento da primeira-dama do Município, Elisabeth Valeiko, à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) para ser ouvida no inquérito que investiga o assassinato do engenheiro Flávio Rodrigues, que teve o corpo encontrado no dia 30 do mês passado, levou a Polícia Civil a reintimá-la para que ela seja ouvida na próxima sexta-feira.

A intimação foi entregue no final da tarde por investigadores da DEHS que usaram uma viatura caracterizada para entregar o documento. O que está intrigando a polícia é o motivo de Elisabeth estar protelando o seu comparecimento para ser ouvida. Na primeira intimação, ela deveria ter comparecido na última segunda-feira (14) e depois adiou para ontem e mais uma vez deixou de comparecer.

De acordo com o delegado titular da DEHS, Paulo Martins, o objetivo de ouvir a mãe de Alejandro é para tirar dúvidas, já que ela foi uma das primeiras pessoas a comparecer ao local onde tudo começou, que é a casa onde o filho mora.

Ontem, o advogado de Alejandro, Félix Valois, disse que não está fazendo a defesa da primeira-dama, pois ela não é suspeita de nenhum crime, mas disse que ele e os demais advogados que fazem a defesa de Valeiko precisam ter acesso ao depoimento de pessoas prestado a membros do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM).

O advogado disse que, ontem, estiveram com a procuradora-geral do Ministério Público, Leda Mara, com objetivo de ter acesso ao depoimento da testemunha misteriosa, mas ela disse que não teve acesso e informou que integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) estão cuidando do caso.  “Nós, a defesa, temos o direito de ter acesso as provas que foram produzidas pela polícia” disse Valois.

Félix Valois confirmou que a primeira-dama recebeu a notificação e que deverá comparecer a DEHS na sexta-feira (18), mas primeiramente a defesa precisa ter acesso ao depoimento da testemunha misteriosa. De acordo com ele, já foi enviada uma solicitação aos coordenadores do Gaeco solicitando acesso ao depoimento.

A testemunha foi ouvida, na última segunda-feira, pelo Ministério Público Estadual e promete causar reviravolta no caso do assassinato do engenheiro Flávio Rodrigues. O jornal A CRÍTICA teve acesso a informações de que a testemunha, que não estava arrolada no inquérito policial, foi espontaneamente ao MPAM e fez revelações que apontam novos rumos ao caso.

O delegado da DEHS, Paulo Martins, confirmou a ida da testemunha ao órgão, mas não revelou quem é a pessoa e nem o que ela disse. Paulo Martins disse que as investigações ainda não cessaram e que continuam com a finalidade de buscar novas informações e dirimir dúvidas que estão aparecendo para o esclarecimento dos fatos.

Caso Flávio: primeira-dama de Manaus será ouvida em inquérito nesta segunda (14)

Caso Flávio: primeira-dama de Manaus será ouvida em inquérito nesta segunda (14)

A primeira-dama de Manaus, Elisabeth Valeiko, irá prestar depoimento nesta segunda-feira (14) na Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS), situada na Av. Grande Circular, Zona Leste de Manaus. Ela vai ser ouvida no inquérito que investiga as circunstâncias da morte do engenheiro Flávio Rodrigues, que teve o corpo encontrado no dia 30 de setembro, em um terreno no Tarumã, Zona Oeste, após uma festa na casa de Alejandro Valeiko, filho de Elisabeth, e enteado do prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB). 

O depoimento de Elisabeth Valeiko foi requisitado pelo delegado Paulo Martins, titular da DEHS. Até o momento, a Polícia Civil do AM prendeu temporariamente seis envolvidos, entre eles, o filho da primeira-dama.

Em entrevista vinculada ontem em um programa de TV nacional, Elisabeth Valeiko afirma que foi até a casa após receber uma mensagem da portaria do condomínio Passaredo, na Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, onde mora Alejandro. 

“De fato, havia sangue. A minha filha pegou papel, não sei se foi papel toalha ou papel higiênico, passou, limpou”. Ela também criticou o método de investigação. “O que eu acho que seria correto era a polícia ter vedado o lugar, não deixando ninguém entrar, e fazer uma perícia. Porque a verdade eu quero”, concluiu.

Na última segunda-feira (7), Alejandro afirmou, em depoimento, que não teria avisado sua mãe sobre ter reconhecido o segurança, Elizeu da Paz, designado pela Prefeitura de Manaus para o proteger, como sendo um dos supostos encapuzados que protagonizou a invasão ao seu imóvel e que agrediu ele e Elielton Magno [também preso temporariamente], além de ter sequestrado Flávio Rodrigues no dia 29 de setembro.

Três investigados no Caso Flávio coletam material genético no IML

Três investigados no Caso Flávio coletam material genético no IML

Os suspeitos Elielton Magno de Menezes Gomes Junior, 22 anos, José Edvandro Martins de Souza Junior, 31 anos, e o cozinheiro Vitório Dell Gato compareceram na manhã desta sexta-feira (11) ao Laboratório de DNA do Instituto de Criminalística (IC), situado nas dependências do Instituto Médico Legal (IML), para coleta de material genético.

A reportagem apurou que Alejandro Molina Valeiko, 29 anos, teve o sangue coletado no IML, no dia em que realizou o exame de corpo de delito na última segunda-feira (7). A razão pela qual os suspeitos passaram pelo procedimento e com qual outro material biológico será comparado é desconhecida.

No dia 2 de outubro, peritos do Departamento de Polícia Técnico-Científico (DPTC – AM) encontraram sangue nos sapatos de Alejandro. Com o auxílio de uma substância química, conhecida como Luminol, e luzes forenses, os peritos também encontraram vestígios de sangue na sala da casa onde Alejandro morava, situada no condomínio Passaredo, e na calçada do imóvel, onde teria ocorrido no dia 29 de setembro o suposto sequestro do engenheiro Flávio Rodrigues, posteriormente encontrado morto, no dia 30 de setembro, no bairro Tarumã, na Zona Oeste de Manaus.

Durante as investigações, o lutador de MMA Mayc Vinicíus Teixeira Parede, 37 anos, assumiu na quarta-feira (9) a autoria da morte de Flávio Rodrigues dos Santos, 42 anos. No entanto, a versão apresentada pelo suspeito não convenceu as autoridades policiais à frente do caso.

Amostras de sangue também foram encontradas pelos peritos no carro Corolla de cor prata, locado para a Casa Militar da Prefeitura de Manaus, onde Mayc e o sargento da PM Elizeu da Paz de Souza, 37 anos, chegaram ao condomínio. Veículo onde supostamente a vítima teria sido colocada.

Prorrogação

A duas semanas do fim do Inquérito Policial (IP) sobre o caso Flávio ser encerrado, tendo em vista o período de 30 dias estabelecido pelo Código de Processo Penal (CPP) no artigo 10, o delegado Paulo Martins, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), informou que não sabe se prorrogará as investigações por mais 30 dias. “É cedo para dizer. Só saberei dizer quando o caso vencer”, declarou Martins por telefone. 

Questionado sobre o procedimento que os três suspeitos de terem participação no crime foram realizar no IML, Paulo Martins não soube informar com qual material biológico será comparado o DNA dos investigados.