Bolsonaro precisa ser responsabilizado por pronunciamento, diz Witzel

Bolsonaro precisa ser responsabilizado por pronunciamento, diz Witzel

Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro, classificou como “desastrosa” a estratégia adotada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, no combate ao novo coronavírus.

Em entrevista ao jornal Estadão, Witzel disse que Bolsonaro tem de responder juridicamente por seus atos após controverso pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV:

“Na medida em que o pronunciamento se dissocia dos atos administrativos já existentes, até do próprio governo, ele incide em improbidade administrativa, porque praticou desvio de finalidade no ato convocatório em cadeia de rádio e televisão, e fala absolutamente contra o que já estava estabelecido.”

O governador acrescentou:

“Está na recomendação do Ministério Público Federal: desvio de finalidade. Diz que o pronunciamento do presidente refutou a necessidade de isolamento social, criticando o fechamento das escolas e do comércio.”

Questionado pelo jornal sobre quais providências podem ser tomadas para conter a proliferação da Covid-19 no Brasil, Witzel respondeu:

“Ação de improbidade, no mínimo. O presidente deveria agora, em cadeia nacional, fazer novo pronunciamento e corrigir o equívoco, o que não o impede de ser responsabilizado pelo anterior. Desautorizar os governadores cria para nós uma situação de desobediência civil.”

Wilson Lima apresenta demandas do Amazonas ao presidente Jair Bolsonaro durante videoconferência

Wilson Lima apresenta demandas do Amazonas ao presidente Jair Bolsonaro durante videoconferência

O governador do Amazonas, Wilson Lima, reuniu-se com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e os demais governadores da Amazônia Legal, na tarde desta segunda-feira (23/03), por meio de videoconferência, para tratar de medidas de enfrentamento ao novo coronavírus. Na ocasião, Bolsonaro anunciou a transferência de R$ 8 bilhões somente para a área da saúde, em um período de quatro meses, recursos esses que serão utilizados no combate ao Covid-19.

“A reunião foi muito boa. Foi o primeiro encontro que nós tivemos com o presidente da República depois do início desta crise do coronavírus. Os governadores apresentaram uma carta, e o Governo sinaliza com uma resposta de recursos na ordem de R$ 88 bilhões para estados e municípios nos próximos 15 dias”, afirmou Wilson Lima. O governador do Amazonas explicou que agora serão alinhados os detalhes entre a equipe técnica do Estado e do Governo Federal para saber como esses recursos serão encaminhados.

Durante a videoconferência com o presidente Jair Bolsonaro e ministros de Governo, Wilson Lima aproveitou para pleitear demandas do Estado do Amazonas. “Eu também fiz um pleito à Presidência da República com relação ao superávit que nós temos aqui do SUS, para que esses recursos possam ser desvinculados. Também pedi ao presidente que os recursos de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) possam ser revertidos para a compra de insumos e investimentos na saúde, para combater esse momento difícil, além de pedir o regramento com relação ao transporte rodoviário, especificamente a questão da BR-174 (Manaus-Boa Vista) e dos nossos portos, para que a gente possa impedir que o vírus vá para o interior e cause mais danos ao nosso povo do estado do Amazonas”, enfatizou o governador.

Aeroporto – Wilson Lima também pediu ao presidente Bolsonaro que interviesse e liberasse as equipes de Saúde do Governo do Amazonas no trabalho de abordagem dos passageiros que chegam ao estado pelo Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em vista do número reduzido de funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no local.

“Eu pedi para que o presidente tivesse a sensibilidade de deixar que as nossas equipes pudessem colaborar junto com o pessoal da Anvisa, uma vez que nós temos apenas sete funcionários da Anvisa aqui pra fazer essa triagem no aeroporto de todo mundo que chega, sobretudo daquelas áreas onde há a maior incidência, voos internacionais, aqueles vindos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde há a transmissão comunitária, para que a gente possa fazer esse monitoramento e rastreamento dessas pessoas também”, explicou Wilson Lima.

“Importante dizer que esse é um momento muito difícil para todo mundo, e essa não é uma guerra só do Governo Federal, só dos estados e municípios. É uma guerra de todos, iniciativa privada, sociedade civil organizada. E pode contar com o meu apoio para o que precisar, para que a gente possa superar esse momento difícil”, afirmou o governador do Amazonas, ao se despedir do presidente Jair Bolsonaro.

Além de Wilson Lima, participaram da reunião por videoconferência os governadores Gladson Cameli (Acre), Waldez Góes (Amapá), Antônio Denarium (Roraima), Marcos Rocha (Rondônia), Mauro Carlesse (Tocantins) e Helder Barbalho (Pará).

FOTO: Diego Peres/Secom

Frota vai entregar pedido de impeachment de Bolsonaro a Maia

Frota vai entregar pedido de impeachment de Bolsonaro a Maia

Alexandre Frota, novo Deputado Federal (PSL-SP).

O deputado federal Alexandre Frota(PSDB-SP) afirmou que vai protocolar, nesta terça-feira (17), o pedido de impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Frota afirmou, nesta segunda-feira (16), que juridicamente a “peça é irretocável”, mas que politicamente o processo vai depender “do maestro e dos líderes”.

Em mensagem no Twitter, o parlamentar explicou que enviará o documento para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Frota declarou:

“Neste domingo, a máscara de Bolsonaro caiu de vez após as manifestações golpistas fracassadas. […] Prestem atenção, Maia e Alcolumbre: não caiam no jogo desse psicopata. É um ardil vagabundo. Parece até coisa de bandidinho barato.” 

E acrescentou:

“Processo impeachment de Bolsonaro está pronto e será entregue ao Rodrigo Maia amanhã dia 17. Aliás 17 é um número que conhecemos bem. Juridicamente posso adiantar a peça é irretocável.” 

Bolsonaro testa negativo para coronavírus

Bolsonaro testa negativo para coronavírus

O presidente Jair Bolsonaro, participa da 29ª Reunião do Conselho de Governo

O exame do presidente Jair Bolsonaro deu negativo para o novo coronavírus. A informação foi confirmada pelo próprio presidente em sua conta no Twitter.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, também informou, em publicação no Twitter, que o seu exame para diagnosticar a presença do novo coronavírus deu negativo.

Bolsonaro, familiares e auxiliares que o acompanharam em viagem aos Estados Unidos, no último final de semana, estão sendo monitorados e examinados depois da confirmação de que o secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, foi diagnosticado com o vírus.

Durante a viagem, Bolsonaro e sua equipe se reuniram com várias autoridades, inclusive o presidente americano Donald Trump.

Bolsonaro fará pronunciamento em rede nacional

Bolsonaro fará pronunciamento em rede nacional

O presidente da República, Jair Bolsonaro, fará um pronunciamento, nesta quinta-feira (12), em rede nacional às 20h30.

A Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) informou que está convocada rede nacional obrigatória de emissoras de televisão e rádio.

O discurso de Bolsonaro deve ter duração de 4 minutos aproximadamente.

O tema do pronunciamento não foi informado, destaca o site UOL.

O presidente Bolsonaro fez exames e está sendo monitorado após ter contato com o chefe da Secretaria de Comunicação (Secom), Fábio Wajngarten, que testou positivo para a nova variante de coronavírus.

Em pronunciamento no último dia 6 de março, Bolsonaro tranquilizou a população sobre a confirmação da presença da nova variante do vírus em território nacional.

Lula sai em defesa de Bolsonaro e deixa petistas contrariados

Lula sai em defesa de Bolsonaro e deixa petistas contrariados

A militância e os seguidores de Lula não gostaram nada do que ele falou fora do país sobre Bolsonaro. O ex-presidente disse a jornal da Suíça que é contra impeachment do presidente da República.

De acordo com Lula, ele tem alertado que o PT deve ter paciência e “esperar pelos quatro anos de mandato de Bolsonaro”.

Contudo, ressalvou que há uma possibilidade de pedido de impeachment do presidente. Essa oportunidade seria “um ato de insanidade, um crime de responsabilidade”, explicou Lula.

“Mas, se não fizer isso, nós não podemos achar que nós podemos derrubar um presidente porque não gostamos dele. Não podemos”.

Além disso, criticou a esquerda brasileira e mundial de ter perdido o discurso.

De acordo com parlamentares petistas, quem deve defender Bolsonaro são seus aliados. Mas, nunca, o maior ícone da oposição ao bolsonarismo.

Leia a notícia que deu Mônica Bergamo, na Folha.

BNC

‘Não somos psiquiatras’, diz Bolsonaro em resposta a Ciro

‘Não somos psiquiatras’, diz Bolsonaro em resposta a Ciro

O presidente da República, Jair Bolsonaro, respondeu, nesta segunda-feira (2), a mais recente ofensa proferida pelo ex-governador Ciro Gomes.

Ciro disse que o Ceará é o “pior pesadelo” de Bolsonaro e classificou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, de “capanga”.

Em mensagem no Twitter, Bolsonaro minimizou as últimas ofensas de Ciro ao declarar:

“Não somos psiquiatras! Parabenizo o Ministro Moro e envolvidos!”

Mais cedo Moro afirmou que a crise no Ceará “só foi resolvida pela ação do governo federal, Forças Armadas e Força Nacional”:

“Explorar politicamente o episódio, ofender policiais ou atacá-los fisicamente só atrapalharam. Apesar dos Gomes, a crise foi resolvida.”

‘Quando não gostam de você, até seu silêncio é criminalizado’, diz Bolsonaro

‘Quando não gostam de você, até seu silêncio é criminalizado’, diz Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a criticar, nesta sexta-feira (28), o comportamento da imprensa brasileira.

Em mensagem no Twitter, Bolsonaro compartilhou um áudio no qual o jornalista Alexandre Garcia fala sobre o vídeo supostamente enviado pelo presidente por WhatsApp com uma convocação para os atos do dia 15 de março.

“Liberdade de expressão só vale para a ‘grande’ imprensa e a esquerda. Quando não gostam de você, até seu silêncio é criminalizado”, escreveu Bolsonaro.

No aúdio, Garcia diz que o vídeo em questão não convoca atos contra o Congresso Nacional.

“Tem gente aí fingindo que é outra coisa. E aí ficam repetindo, como Goebbels recomendou, o ministro de Hitler: ‘Repita mil vezes e a mentira vira verdade’”, disse jornalista.

‘Índio vai poder fazer a mesma coisa que fazendeiro’, diz Bolsonaro

‘Índio vai poder fazer a mesma coisa que fazendeiro’, diz Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro, enfatizou, nesta sexta-feira (7), a importância do projeto de lei que regulamenta a exploração de recursos minerais em terras indígenas.

“O índio vai poder fazer a mesma coisa que o fazendeiro”, disse Bolsonaro.

A declaração foi feita a apoiadores pelo chefe do Executivo horas atrás, em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília.

Bolsonaro não falou diretamente com os membros da imprensa que estavam no local.

Ainda duranta a conversa, Bolsonaro voltou a ironizar as críticas da oposição e das ONGs ao projeto.

“Lógico que os ambientalistas não apoiam”, disparou o chefe do Executivo, segundo o site Metrópoles.

Apresentado pelo governo federal na última quarta-feira (5), o Projeto de Lei (PL) 191/20 define condições específicas para a pesquisa e lavra de recursos minerais para a geração de energia elétrica nas reservas indígenas.

Bolsonaro sobrevoará por regiões de MG atingidas pela chuva

Bolsonaro sobrevoará por regiões de MG atingidas pela chuva

O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa no Palácio da Alvorada

O presidente da República, Jair Bolsonaro, fará um sobrevoo, nesta quinta-feira (30), pelas regiões de Minas Gerais castigadas pela chuva.

Segundo os dados da Defesa Civil, subiu para 54 o número de mortes causadas pelas chuvas. Quase 47 mil pessoas estão desabrigadas e desalojadas em Minas, enquanto 65 ficaram feridas, informa o site IG.

Bolsonaro desembarca em Belo Horizonte, onde se encontra com o governador Romeu Zema.

Auxiliares do chefe do Executivo também incluíram Espírito Santo Rio de Janeiro no roteiro do sobrevoo.

Ainda há dúvidas, no entanto, se Bolsonaro fará apenas o sobrevoo sobre as áreas de Minas ou se optará por fazer o giro completo, registra o portal G1.

Os três Estados estão sofrendo com os intensos danos causados pelo excesso de chuvas e pelo despreparo da infraestrutura local para evitar alagamentos e deslizamentos.