Após prisão preventiva de Alejandro ser decretada, Magno e Edvandro são soltos

A Justiça do Amazonas acatou pedido do Ministério Público (MP-AM) e converteu a prisão temporária de Alejandro Valeiko para prisão preventiva. O decreto foi feito na noite desta sexta-feira (29). O decreto também incluiu o sargento Elizeu Da Paz e lutador de MMA Mayc Paredes. O advogado de Alejandro, Yuri Dantas, declarou que vai recorrer da decisão. Também durante a noite de hoje, José Edvandro e Elielton Magno deixaram a prisão.

Os dois foram soltos na presença de familiares e advogados.  A dupla estava detida nas dependências da Delegacia Especializada Em Homicídios (DEHS), Zona Leste de Manaus, também por suspeita de envolvimento na morte do engenheiro Flavio Rodrigues.

No local, apenas o advogado de Magno falou com a imprensa e na ocasião disse que a soltura do cliente foi determinada na tarde de hoje, mas somente pela noite resolveram liberá-lo. No mais, ele complementou: “Nesse processo a imagem do Magno ficou desgastada. Esperamos que o mercado de trabalho não feche as portas para ele, por conta de toda essa situação”, disse Henry Henrique.

Eles foram os únicos, dos seis suspeitos iniciais, que não foram indiciados no inquérito policial. Os dois estavam presos desde o dia três de outubro. Magno foi detido nas dependências da TV acrítica, enquanto dava uma entrevista para o jornalista Sikêra Jr, no dia 03 de outubro. Já Junior gordo foi preso em casa no mesmo dia. Os dois estavam na casa de Alejandro Valeiko, filho da primeira dama do município dia 29 de setembro, noite do crime que vitimou o engenheiro. 

A polícia encerrou o caso essa semana e encaminhou o inquérito policial ao Ministério Público do Estado (MPE) indiciando apenas Mayc Vinicius, Alejandro Valeiko, sargento Da Paz, Vittório Del Gato e Paola Valeiko, que não chegou a ser presa no início das investigações. 

O inquérito foi recebido pelo MPE no dia 26 de novembro e recebido pelo Promotor de Justiça Igor Starling Peixoto, responsável pelo Procedimento Investigatório Criminal (PIC), aberto pelo MPE, em paralelo à investigação policial.  Cabe ao órgão analisar os documentos apresentados e decidir se apresentará ou não denúncia contra os envolvidos no caso. Caso seja apresentada, a Justiça do Amazonas decidirá se aceita a denúncia, dando prosseguimento ao caso.

Ontem os órgão deu um parecer sobre a prisão preventiva de Alejandro e outros indiciados, porém até o fechamento da edição não confirmou para quem foi o pedido. Um dos advogados de Alejandro, Yure Dantas, disse saber do pedido do MP, porém falou que só vai se pronunciar sobre o caso após a decisão judicial.