Cobertura de saúde básica no interior do Amazonas é superior à de Manaus e contribui para a redução de mortes por COVID-19

Cobertura de saúde básica no interior do Amazonas é superior à de Manaus e contribui para a redução de mortes por COVID-19

A cobertura de saúde básica no interior do Amazonas se aproxima de 90%, enquanto que em Manaus, não chega a 52%. O dado explica, em parte, porque a capital apresenta um número de mortes por COVID-19, atualmente 109% maior que no interior, apesar de a quantidade de diagnósticos ser inferior. 
A Secretaria de Estado da Saúde (Susam) informou que é na atenção básica que é feito o acompanhamento e controle de diabetes, hipertensão e outras comorbidades que levam pacientes acometidos pela doença, ao óbito. São as chamadas doenças pré-existentes, as quais têm prevenção, se trabalhadas na base.

As 58 localidades do interior com casos registrados acumulam 32% de óbitos e menos da metade das mortes registradas em Manaus. No Boletim de quarta-feira (20/05), quando a capital apontou 11.643 casos (49,12%) e 1.057 óbitos (68%), o interior tinha 12.061 casos (50,88%), e 504 óbitos em 46 municípios.

 
Os dados mostram que o comportamento do vírus no interior tende a ter um desfecho melhor que na capital, e a resposta para isso pode estar na boa cobertura de atenção básica.
 
“Com boa cobertura de atenção básica, os municípios conseguem controlar melhor, investigar mais e notificar mais os casos e, assim, ter um melhor resultado no acompanhamento da população”, afirma o secretário de Atenção Especializada do Interior, da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Cassio Roberto Espírito Santo.
 
A cobertura da atenção primária também se reflete na baixa ocupação de leitos no interior. Dos 2.441 leitos totais disponíveis, 489 estavam ocupados, ou seja, 80% estavam vazios no inicio da semana, quando o interior passou à frente da capital em casos confirmados da Covid-19. Dos  82 leitos de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) com respiradores, 41% estavam vazios.
 
“Isso mostra que a atenção básica vem funcionando nos municípios e vem atuando de maneira que há uma menor hospitalização”, explicou Cássio Espírito Santo.

Governo do Amazonas dobra número de respiradores no interior para atender às vítimas da COVID-19

Governo do Amazonas dobra número de respiradores no interior para atender às vítimas da COVID-19

Os 61 municípios receberam mais de 2,6 milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), 74,5 mil testes rápidos, conforme último balanço da Central de Medicamentos do Amazonas (Cema). O número de respiradores no interior dobrou durante a pandemia, saindo de 65 para 130. Foram enviados 47 respiradores por aquisição da Secretaria de Estado da Saúde (Susam) e do Ministério da Saúde, sendo 15 para Tabatinga, oito para São Gabriel da Cachoeira, três para Itacoatiara, três para Manacapuru, dois para Rio Preto da Eva e dois para Tefé. Juntas, as localidades reúnem 403 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os municípios de  Maués, Boa Vista do Ramos, Iranduba, Santo Antônio do Içá, Autazes, São Paulo de Olivença, Careiro Castanho, Manaquiri, Presidente Figueiredo, Boca do Acre, Itapiranga, Carauari e Silves receberam um aparelho cada.

 
O Governo do Estado acaba de adquirir 27 respiradores, e vai distribuir os equipamentos entre os municípios conforme os dados epidemiológicos e estrutura da unidade. Em abril, foram enviados 44 monitores multiparamétricos e 134 colchões hospitalares ao interior.
 
“Hoje, por exemplo, em Tabatinga temos 22 leitos com respiradores para Covid-19, em Parintins temos  seis, Manacapuru tem cinco, Itacoatiara tem três, e assim a gente vem a ter alguns pulverizados nos municípios”, disse o secretário de interior da Susam, Cássio Espírito Santo.

Governo do Amazonas recebe mais de 140 mil EPIs e materiais das empresas Ambev, Ball, Carrefour e Klabin

Governo do Amazonas recebe mais de 140 mil EPIs e materiais das empresas Ambev, Ball, Carrefour e Klabin

O Governo do Amazonas recebeu nesta terça-feira (19/05) mais de 140 mil Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e materiais que foram doados por empresas privadas ao sistema público de saúde. As doações vão auxiliar no enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19) no Estado.

Dentre os itens doados estão máscaras, aventais, colchões, travesseiros, fronhas e lençóis. O material foi fornecido por quatro empresas: Ambev, Ball, Carrefour e Klabin. As entregas foram realizadas na Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), na zona sul de Manaus. O material recebido será distribuído para as unidades de saúde da capital e interior do estado.

De acordo com o coordenador da Cema, Rafael Poloni, as empresas doadoras têm acesso aos locais a que foram destinados os equipamentos, e esse trabalho integrado e humanitário tem sido importante na luta contra o coronavírus.

“A Central de Medicamentos do Amazonas agradece imensamente cada doação. Foram mais de 70 mil equipamentos de proteção individual doados, que vão ser distribuídos para todas as unidades de saúde do estado, tanto capital quanto interior”, disse Rafael, ao destacar também a doação de centenas de colchões, travesseiros e lençóis para unidades de saúde. “É de extrema importância essa colaboração da iniciativa privada junto ao Governo do Estado”, completou.

Rafael Poloni ressaltou que as doações podem ser recebidas a qualquer momento, sem prévio agendamento e, dependendo da urgência do material, a Cema distribui já distribui os itens para unidades hospitalares de forma imediata.

A Klabin, maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil, entregou aproximadamente 80 mil itens. Segundo o gerente industrial da Klabin, Fernando Tofanini, cada atitude conta, e essa integração entre o setor público e o privado favorece o enfrentamento à pandemia.

“A Klabin é uma empresa cidadã, que preza pela saúde e a segurança das comunidades no entorno de suas operações. Totalizamos R$ 1 milhão em doações em Manaus e estamos entregando hoje 400 colchões, 400 travesseiros, peças de roupas de cama, além de máscaras, aventais, toucas e outros itens hospitalares essenciais neste momento”, afirmou Tofanini.

Pela terceira vez, a Ambev realizou doação e desta vez entregou 10 mil máscaras N95. A rede de supermercados Carrefour entregou 5 mil máscaras de acrílico e 50 mil máscaras descartáveis.

Carlos Eduardo Saco, diretor comercial do Carrefour, explicou que a doação é voltada à saúde dos profissionais que estão na linha de frente em combate ao coronavírus. “O Carrefour já faz esse trabalho com ONGs (Organizações Não Governamentais) em vários estados do país, e tem uma ONG aqui que faz um trabalho com a comunidade indígena que é um próximo passo de doação, ampliando o processo de doação para as tribos indígenas”, disse.

A empresa de embalagens Ball realizou a entrega de 3.230 máscaras N95, 4.500 fronhas e lençóis hospitalares, além de 500 unidades de macacão Tyvek.

FOTO: Charles Pessoa/Secom

Delegado da Polícia Civil morre após complicações de Covid-19

Delegado da Polícia Civil morre após complicações de Covid-19

O delegado da Polícia Civil e presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil do Amazonas (Adepol-AM), Emerson Negreiros, faleceu na manhã dessa quarta-feira (20). O motivo seria por complicações do Covid-19.

De acordo com a Adepol, o delegado estava internado no Hospital Dr João Lúcio, onde faleceu. Ele estava internado há alguns dias e acabou não resistindo a doença. Emerson era formado em direito com especialização em Segurança pública e Direitos Humanos.

Além de delgado da PC, ele também atuava como professor universitário e instrutor da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos do Amazonas (Sejus). Negreiros foi delegado titular vários Distrito Integrados de Polícia (DIP), de Delegacias Especializadas, e foi Diretor da Delegacia Geral de Polícia (DG), de onde saiu para ser presidente da Adepol-AM.

“Não é vitória, é progresso”, alerta Arthur sobre redução de sepultamentos

“Não é vitória, é progresso”, alerta Arthur sobre redução de sepultamentos

O prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB) apelou para que sejam mantidos os cuidados preventivos e o respeito ao isolamento social.

Conforme o prefeito, a redução no número de chamados ao SAMU 192 e de sepultamentos realizados nos cemitérios públicos ainda não significa que a capital está livre do novo coronavírus (covid-19) e que é preciso cautela.

“Quero deixar bem clara a posição da Prefeitura de Manaus e dizer que ainda não existe vitória de jeito algum. Não há nada a se comemorar a não ser uma pequena melhora. Se nós enterramos ontem (sábado, 16) 59 pessoas e antes eram mais de 100, isso significa uma melhora. Se antes o SAMU não dava conta de atender aos chamados e agora recebe cerca de 60 por dia, também é sinal de melhora. Porém não há vitória. O que há é um progresso”, enfatizou.

Números 

De acordo com levantamento da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), a média de sepultamentos em Manaus era de 39 até o dia 11 de abril.

No dia 15, subiu para 88 mortos, no dia 19 para 122 sepultamentos, no dia 21 alcançou 136 e no dia 27 atingiu o topo, com 140 enterros e cremações. Desde então, os números diários caíram.

Estudo

Arthur citou o resultado do EpiCovid-19, o maior estudo populacional sobre o coronavírus no Brasil, coordenado pelo Centro de Pesquisa Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Um dos pontos apresentados na pesquisa é que na cidade de Manaus 11% da população pode estar contaminada pela covid-19.

“O resultado da pesquisa aponta que apenas 11% da população está, ou já teve, o novo coronavírus e a maioria é assintomática. Por outro lado, especialistas apontam que é necessário 50% da população se contaminar para chegarmos ao que chamam de ‘imunização de rebanho’, ou seja, ainda temos muita luta pela frente”, defendeu Virgílio.

Fonte: BNC

Prefeitura de Coari instala cabine de sanitização contra Covid-19

Prefeitura de Coari instala cabine de sanitização contra Covid-19

Nesta terça-feira, 12, a Prefeitura de Coari, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, adotou mais uma medida de prevenção contra o novo coronavírus. Trata-se da instalação de cabines de sanitização. A primeira foi colocada nas proximidades da Caixa Econômica Federal. Mais três unidades devem ser instaladas, nos próximos dias, em outros locais com grande fluxo de pessoas. O objetivo é diminuir o risco de contaminação por Covid-19, no município.

A cabine funciona como uma câmara de descontaminação, com pulverizadores que liberam uma substância – a base de água, sabão e cloro – que combate alguns tipos de vírus, dentre os quais, o responsável pela Covid-19, com segurança e sem prejudicar a saúde dos usuários.

Neste momento, a primeira estrutura foi instalada para ajudar na desinfecção das pessoas que utilizam os serviços da Caixa Econômica, cuja demanda cresceu em razão da liberação do auxílio emergencial pelo Governo Federal.

Em breve, outras duas cabines de sanitização serão colocadas no Centro e no bairro Chagas Aguiar, respectivamente, para atender a alta demanda gerada pelas casas lotéricas, agências bancárias e o comércio de serviços essenciais destas áreas.

Também está previsto a implantação de uma cabine de sanitização nas dependências da Secretaria de Infraestrutura para proteger os próprios servidores e a população que utiliza os caixas eletrônicos do local.

Em outra oportunidade, novos pontos que podem ter grande concentração de pessoas serão contemplados com a unidade de sanitização. A iniciativa é uma determinação do prefeito Adail Filho para oferecer o máximo de proteção e dignidade à população coariense.

A Prefeitura reforça a importância do cumprimento das medidas para conter o avanço do coronavírus e insiste que as pessoas fiquem em casa. Só saia se realmente houver necessidade e use a máscara. Ajudar a evitar que mais vidas se percam em Coari é uma responsabilidade de todos.

Médicos caxienses contam primeiras experiências em Manaus

Médicos caxienses contam primeiras experiências em Manaus

Os quatro médicos gaúchos, que viajaram para Manaus na última terça-feira (5), já tiveram suas primeiras experiências numa das cidades mais atingidas pela pandemia no país. O trabalho na capital do Amazonas servirá como aprendizado, pois os conhecimentos adquiridos poderão ser usados nos atendimentos no Rio Grande do Sul.

Logo no primeiro dia, eles foram escalados para o plantão  no Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz. Eles também têm plantões no Hospital de Campanha Nilton Lins. 

— Tinha mais ou menos uns 30 pacientes internados, até a virada do plantão. Praticamente todos eles com covid. Ou com exame já positivo ou aguardando o exame positivar, que demora, vai para o Lacen — descreve o médico porto-alegrense Luciano Eifler.

Os médicos contam que, no primeiro momento, a realidade chocou. Manaus tem mais de 4,5 mil casos confirmados de coronavírus e até a última sexta-feira (8) eram 562 mortes ocasionadas pelo vírus. 

— Chocou um pouco, porque todas as pessoas estão iguais. A gente vê mais ou menos o mesmo padrão de insuficiência renal, lesão pulmonar, tomografia ruim. Todos entubados e tudo covid-19, não tem outra coisa — conta Eifler. 

Nas ruas, os profissionais gaúchos notam que, mesmo com a alta taxa de contágio, a população está seguindo a rotina costumeira. Movimentos nas ruas, pessoas circulando e fluxo grande de veículos estão entre as principais observações feitas pelos médicos nestes primeiros dias. No entanto, a maioria da população manauara está utilizando a máscara de proteção ao se locomover.

A médica Samantha de Aspiazu Damiani, de Caxias do Sul, expõe a importância de auxiliar os manauaras: 

— É uma honra ajudar meu país num momento tão crítico.

Para realizar os plantões, os médicos utilizam EPI completo, que conta com macacão, touca, luva e óculos. Além disso, existe uma área própria para descontaminação, onde descartam todo material utilizado. 

— Cada vez que a gente sai de um lugar para o outro, a gente troca a luva. Deixamos uma luva como se fosse a nossa mão, amarramos com esparadrapo colado no EPI, e aquela luva é como se fosse uma segunda pele. Ai tu fica colocando uma outra em cima, toda vez — explica a médica Priscila Olmi, também de Caxias. 

Há também uma tenda de descontaminação na entrada dos hospitais. São chuveirinhos com uma solução antisséptica. Além disso, antes de adentrar na estrutura hospitalar, todos os funcionários são recebidos com termômetro digital para medir a temperatura corporal. 

— Na frente do hospital, é como se fosse uma cabine de foto, só que toda aberta, fechada apenas nas laterais e em cima. Então, tem jatos de água sanitária. Ai tu passa por ali, para, dá a volta e fica com os jatos, funciona por sensor. Tu faz isso tanto na entrada como na saída — explica Priscila Olmi.

No Hospital de Campanha Nilton Lins,  há apenas sete médicos à disposição na ala em que os gaúchos estão atuando. Então, nestes primeiros dias, com a alta demanda de trabalho, o tempo livre é todo dedicado para o descanso. Eifler conta que não há tempo para ver televisão e, raramente, conseguem responder e-mails ou mensagens:

— O tempo de sobra, é para comer e dormir.

Na última quinta-feira (7), eles puderam presenciar a primeira alta no  Nilton Lins. 

— Foi bem legal. Trata-se de uma paciente que já estava internada há uns 20 dias. A gente acompanhou só o final (da recuperação), mas é de encher o olho. Porque é muito triste, a realidade é muito diferente — conta Priscila.

ESTRUTURA HOSPITALAR

Os dois hospitais estão com alta demanda de pacientes com covid-19.

— São hospitais grandes. Eles têm muito espaço e estrutura, abriram setores novos. Então, para ter uma ideia, no Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, são pelo menos uns três andares de UTI. Nós estávamos na UTI do quarto andar — expõe Eifler. 

A médica caxiense Samantha complementa dizendo que, na questão estrutural, é muito melhor do que ela imaginava:

— Em termos de prédio/arquitetura, é muito melhor de todos os hospitais que já conheci. O hospital (Nilton Lins), que ficamos a maior parte do tempo, tem 800 leitos.

O Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz abriu uma nova estrutura e é equipado com ventilador mecânico, bomba de infusão e todos os outros equipamentos necessários para atendimento. Para evitar o contágio de coronavírus, as visitas, na ala de tratamento a covid-19, foram suspensas. A alternativa para falar com os familiares é a videoconferência. 

— Todos eles estão entubados. Não tem paciente que não está entubado. Não é porta de emergência aberta, é uma UTI. Todos em ventilação mecânica, muita bomba de infusão, que são as medicações usadas para sedar, para que eles fiquem descansando. Não tem visita de familiar — detalha Eifler. 

O Nilton Lins, por sua vez, é um hospital de campanha, que também conta com muitos leitos de UTI e opera nas mesmas condições do Delphina Rinaldi Abdel Aziz: UTI fechada. Priscila explica que, por enquanto, há respirador para todo mundo. Assim como luva, máscara, EPI.

—  Tem uma UTI grande, com 20 leitos que também são leitos referenciados. Então, não é emergência porta aberta, é uma UTI fechada. Cada paciente fica no box fechado. Todos os pacientes graves entubados, a grande maioria deles ou testou positivo para covid-19 ou está aguardando resultado — complementa Eifler. 

A maioria dos profissionais deste hospital tem como função de origem bombeiro militar. Eles tinham passado em concursos anteriores e foram chamados pela prefeitura neste momento, em decorrência do aumenta de demanda. Cerca de 800 profissionais da saúde foram contratados.

— As pessoas não têm experiências em trabalhar dentro do hospital. Mas elas têm uma intenção boa, de ajudar, ninguém fica de corpo mole. Todo mundo trabalhando o tempo inteiro — conta Priscila. 

Os dois hospitais contam com ventiladores mecânicos. A diferença, em relação a alguns hospitais do RS é que, essas casas hospitalares têm capacidade para abrir muito mais leitos. Então, conforme vão chegando as equipes, que contam médicos de todas as partes do país, eles abrem novos leitos. 

— Eles até têm o leito box, ventilador mecânico, a bomba de infusão, mas ai tem que ter enfermeiro, técnico e médico. Não adianta eles abrirem leitos sem ter equipes para colocar lá dentro. Então, os leitos eles vão escalonando, abrindo conforme vão chegando recursos humanos para atender, equipes para poder atender — conta Eifler. 

O médico Rodrigo Britto complementa: 

— A estrutura física é muito boa. Os equipamentos são padrão, como a gente encontra na Serra e em outros lugares. Então, a gente está bem assistido. 

Em relação ao todo, Priscila conta que a realidade de saúde da cidade é preocupante:

— A realidade na periferia de Manaus é das pessoas morrendo na porta (hospital). Um colega contou que estava de plantão e chegou uma família com uma pessoa morta há um dia e não sabia o que fazia com o corpo. Então, a realidade que a gente vive aqui em Manaus é melhor do que a vista na periferia da cidade. Estamos num centro bom. Mas, mesmo assim, a realidade de estrutura de saúde é muito diferente, comparando com Caxias.

Fonte: Pioneiro

Fake news: vídeo de idosa respirando dentro de saco plástico não foi gravado na rede estadual do Amazonas e sim no Pará

Fake news: vídeo de idosa respirando dentro de saco plástico não foi gravado na rede estadual do Amazonas e sim no Pará

Mensagem falsa que está circulando no Whatsapp tenta atribuir um vídeo de uma idosa respirando dentro de um saco usado para guardar cadáveres ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, em Manaus. Basta analisar as imagens para ver que é falsa a informação de que o vídeo foi gravado na rede estadual de saúde do Amazonas.

Nas imagens, ao fundo, é possível ver uma garrafa de água. A marca é da água mineral Floratta, do Pará. Na maca da paciente, está uma ficha hospitalar. É possível identificar apenas que o nome da paciente começa com “Antô”, e não que se chama Joana como a mídia no Amazonas divulga. Além disso, é possível ler na ficha as iniciais “HRAS”, que podem indicar a internação no Hospital Regional Abelardo Santos, no Pará.

No início do vídeo, você escuta vozes ainda – que parecem ser de funcionárias da unidade de saúde – citando o nome “Helder Barbalho”, governador do Estado do Pará.

Nelson Teich anuncia ampliação do Hospital Nilton Lins com apoio federal

Nelson Teich anuncia ampliação do Hospital Nilton Lins com apoio federal

O ministro da Saúde, Nelson Teich, disse, nesta segunda-feira (4), que o Hospital de Combate ao Covid-19, instalado na Nilton Lins, zona centro-sul de Manaus, poderá ser ampliado com apoio do Governo Federal. Ele visitou o local acompanhado do governador Wilson Lima e avaliou que, antes de planejar um hospital de campanha, o Ministério da Saúde (MS) poderá ampliar a capacidade de atendimento na unidade.

“Antes da gente pensar em um hospital de campanha, tem que pensar em como otimizar o funcionamento daqui. O Hospital é amplo, com espaço para crescer”, disse o ministro ao sair da unidade. Para isso, Nelson Teich disse que o MS vai ajudar na ampliação da capacidade, tanto em relação a equipamentos, quanto recursos humanos.

“Como a gente tem recursos escassos, a gente tem que entender o que consigo utilizar no espaço curto de tempo. Eu preciso de tudo funcionando ao mesmo tempo para poder cuidar das pessoas. Então eu tenho que ter o respirador, eu tenho que ter as pessoas, tenho que ter outros detalhes de operação. Não posso mandar mais do que eu consigo botar para rodar rapidamente, senão eu tiro de outras partes do país. O mais importante de tudo é o que eu consigo botar para operar agora”, detalhou o ministro.

Aumento gradual

O governador Wilson Lima disse que o Hospital de Combate ao Covid-19, na Nilton Lins, tem sua capacidade sendo ampliada gradativamente, à medida que o Estado recebe equipamentos e recursos humanos. Atualmente, há 70 pacientes internados na unidade.

“O Governo do Estado está trabalhando juntamente com o Ministério da Saúde, tem trabalhado no planejamento estratégico para que a gente possa ampliar essa nossa estrutura de atendimento e aí entra não só o Hospital Nilton Lins, mas também outros espaços que precisam de recursos humanos”, disse Wilson Lima.

O governador agradeceu o reforço de equipamentos, do Governo Federal, e de mais de 200 profissionais do Programa Brasil Conta Comigo, que estão passando por capacitação nesta segunda-feira.

“A vinda do Ministro é muito importante porque abre essa janela de esperança para o nosso povo e todos sabem da dificuldade que temos no sistema público do Estado e estamos recebendo do Governo Federal, a gente tem dado passos significativos nesse atendimento a o cidadão”, afirmou Wilson Lima.

Acritica

“Única forma de ajudar a sociedade é trabalhar todos juntos”, diz ministro da Saúde, em Manaus

“Única forma de ajudar a sociedade é trabalhar todos juntos”, diz ministro da Saúde, em Manaus

Em visita a Manaus, neste domingo, o ministro da Saúde, Nelson Teich, disse que é necessário união dos governos federal, estadual e municipal para fortalecer o combate ao novo Coronavirus (Covid-19). Ele se reuniu com o govenador Wilson Lima na sede do Governo, na zona oeste de Manaus.

“É uma doença que chega com uma capacidade enorme de sobrecarregar qualquer sistema. Tanto que não é um problema nosso, de Manaus, Amazonas, é um problema mundo. E a gente tem certeza que a única forma que a gente tem de ajudar a sociedade é trabalhando todo mundo junto, de uma forma planejada, estruturada”, disse o ministro durante live transmitida pelo Governo do Amazonas, com a participação de Wilson Lima e o secretário executivo do Ministério da Saúde (MS), general Eduardo Pazuello.

Segundo Teich, o MS está focado na obtenção de respiradores e testes, para ampliar a capacidade de diagnósticos no país.

“Nesse momento o foco é de entrega. A gente começa um projeto de diagnóstico e a gente tá trabalhando na parte de respiradores pra conseguir, não só produzir mais no Brasil, como trazer de fora e, com isso, a gente de mãos dadas consiga salvar o maior número de pessoas”, frisou.

O governador Wilson Lima disse que o Governo do Estado e o MS estão trabalhando de forma conjunta para enfrentar a pandemia. Ele agradeceu o apoio do Governo Federal e destacou os esforços do Estado.

“Nos últimos dias o Ministério da Saúde, junto com as nossas equipes de saúde, tem trabalhado no planejamento estratégico. Estamos ampliando a estrutura de atendimento. Só nesse fim de semana, conseguimos chegar a nossa capacidade total lá no Delphina Aziz, com 350 leitos disponíveis incluindo 100 leitos de UTI e estamos ampliando mais leitos de UTIs e leitos clínicos e também no Hospital Nilton Lins”, disse Wilson Lima que amanhã acompanha o ministro e a equipe dele em visitas ao Hospital Delphina Aziz e Hospital Nilton Lins.