Bolsonaro diz que reforma da Previdência não é dele, é do Brasil

Bolsonaro diz que reforma da Previdência não é dele, é do Brasil

Em um momento no qual a Câmara dos Deputados busca o protagonismo sobre as articulações pela reforma da Previdência, o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou, na última quinta-feira (20), que a proposta “não é sua, mas do Brasil”.

Bolsonaro afirmou que a reforma previdenciária trará investimentos e empregos ao Brasil. “Terá tudo para dar certo”, afirmou.

Capitaneados pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), parlamentares têm creditado a proposta a uma iniciativa da Câmara.

Em entrevista nesta sexta-feira (21), o líder da maioria na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP), disse que “a reforma da Previdência que pode ser aprovada não será a do governo”.

O integrante do Centrão afirmou ainda que “não adianta o Paulo Guedes fazer beicinho. O que adianta é aprovar uma reforma realista, mesmo que mais modesta”.


Bolsonaro: abro mão da reeleição se Brasil passar por reforma política

Bolsonaro: abro mão da reeleição se Brasil passar por reforma política

O presidente Jair Bolsonaro durante a 27ª edição da Marcha para Jesus, em São Paulo.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse na tarde de ontem (20), após participar da 27ª edição da Marcha Para Jesus, na capital paulista, que abriria mão da reeleição se o Brasil passar por uma séria reforma política. “Agora, se não tiver uma boa reforma política e o povo quiser, estamos aí para continuar mais quatro anos”.

Durante seu discurso, Bolsonaro disse que o estado é laico, mas o presidente é cristão. “Vocês [evangélicos] foram decisivos para mudar o destino dessa pátria maravilhosa chamada Brasil. Todos nós compartilhamos dessa responsabilidade, onde primeiro Deus, depois a família respeitada e tradicional acima de tudo”.

Aos evangélicos, Bolsonaro disse que todos sabem que o Brasil tem problemas sérios de ética, moral e economia, mas entende ser possível reverter essa condição.

“Podemos ser o ponto de inflexão mas entendemos que é possível fazer com que um dia o Brasil seja colocado no local de destaque que merece”. 

Entrevista a jornalistas

Bolsonaro disse à imprensa que pegou o Brasil arrebentado economicamente e que o governo está trabalhando para reverter a situação. 

“Não há ato de corrupção no meu governo. Quem cria emprego não é presidente, é a iniciativa privada. Nós queremos que, uma vez que os empreendedores tenham confiança em nós, eles invistam”, disse o presidente.

Bolsonaro tornou a minimizar o caso de vazamentos de supostas conversas do ministro da Justiça, Sergio Moro, e disse que Moro é um patrimônio nacional, responsável por um excelente trabalho após o que chamou de saque no Brasil, resultado da corrupção. “O juiz conversa com ambas as partes. Se é que é verdade aquilo, não vejo nada demais. Eu jamais vou inquiri-lo”. 

Quando questionado sobre declarações do ex-ministro general Calos Alberto Santos Cruz de que há muita bobagem no governo, Bolsonaro disse que o general é página virada. “Ele integrou o governo por seis meses e nunca disse que tinha bobagem lá dentro.”

O presidente ressaltou ainda que sobrevoou a cidade de Miracatu, no Vale do Ribeira, e verificou a existência de montanhas de grafeno (substância extraída de camadas superficiais de grafite e que, pelas suas propriedades físicas tem diversas aplicações tecnonológicas), matéria-prima que o mundo inteiro quer. “Falta uma tecnologia um pouco mais apurada para que se tire o grafeno de lá”.

Marcha para Jesus

A Marcha para Jesus é aberta à população e tem como objetivo reunir igrejas cristãs do país e do mundo. O encontro começou com uma caminhada que saiu do estação Metrô Luz, na região central da capital paulista, às 10h, e seguiu em direção à Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira, próximo ao Campo de Marte, na zona norte de São Paulo. 

Participaram do percurso de 3,5 quilômetros, 10 trios elétricos acompanhados por mais de 3 mil caravanas de várias partes do país. O evento recebeu dezenas de bandas, cantores e cantoras do segmento gospel.

Bolsonaro fala sobre o ‘chocante caso’ do garoto Rhuan

Bolsonaro fala sobre o ‘chocante caso’ do garoto Rhuan

O presidente da República, Jair Bolsonaro, falou pela primeira vez sobre o brutal assassinado do garoto Rhuan Maycon da Silva Castro, 9 anos, em Samambaia, cidade do Distrito Federal.

De acordo com a Polícia Civil, Rhuan levou uma facada no peito enquanto dormia. Assustado, o garoto ainda se levantou e ficou ajoelhado ao lado da cama, onde levou mais 11 golpes desferidos por Rosana Auri da Silva Cândido, 27 anos, sua própria mãe, no dia 31 de maio.

O laudo apontou ainda que, quando a cabeça de Rhuan foi arrancada, os sinais vitais do menino ainda estavam presentes. A assassina também havia mutilado o órgão genital do garoto meses antes do crime.

Em mensagem publicada no Twitter, nesta terça-feira (18), Bolsonaro falou sobre o “chocante caso do menino Ruan, que teve seu órgão genital decepado e foi esquartejado pela própria mãe e sua parceira”.

“É um dos muitos crimes cruéis que ocorrem no Brasil e que nos faz pensar que infelizmente nossa constituição não permite prisão perpétua”, acrescentou.


Homem que esfaqueou bolsonaro queria ser deputado federal

Homem que esfaqueou bolsonaro queria ser deputado federal

Na sentença de Adélio Bispo de Oliveira, o juiz Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal de Juiz de Fora (MG), registrou que, em depoimento, o autor do atentado ao presidente da República, Jair Bolsonaro, tinha um projeto político.

“O réu mencionou, inclusive, sua pretensão de ser candidato ao cargo de Deputado Federal por partido de ideologia contrária à da vítima”, observou o magistrado, segundo O Antagonista.

No notebook que ele usava, a Polícia Federal (PF) encontrou contatos de pessoas, partidos e organizações de esquerda. O esfaqueador foi filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) até o ano de 2014.

Apesar da absolvição obtida na última sexta-feira (14), Adélio Bispo será internado na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS), que possui espaço para tratamento de sua doença, enquanto não for verificada a cessação de sua periculosidade.

Bolsonaro disse que há um “circo armado”, e acrescentou que vai recorrer da sentença:

“O circo armado [é] que, a partir desse momento, se não houver recurso e [o processo] for transitado em julgado, se caso o Adélio queira falar quem pagou a ele para tentar me assassinar, não tem mais valor jurídico, ele é maluco.”

Ativista da esquerda e ator da Globo, José de Abreu, chamou o Flamengo de clube de merda, entenda

Ativista da esquerda e ator da Globo, José de Abreu, chamou o Flamengo de clube de merda, entenda

Contrário ao presidente Jair Bolsonaro(PSL), o ator e ativista de esquerda José de Abreu se revoltou e tomou atitude contra o seu time do coração, o Flamengo. Em rede social, ele compartilhou uma publicação do clube enaltecendo a ida do político ao jogo desta quarta-feira(12).

Em foto, Bolsonaro aparece vestido com a camisa rubro-negra, durante a partida do time contra o CSA.“O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o Ministro da Justiça, Sergio Moro, acompanham o jogo do Flamengo ao lado de dirigentes rubro-negros no Mané Garrincha”, disse o perfil do clube no Twitter. O ator da Globo, então, disparou:

“Acabo de queimar minhas camisas do Flamengo. Jamais voltarei a torcer por este clube de merda”.

Ele só esqueceu de combinar com a Globo, que necessita do Flamengo para faturar milhões e que ajuda a pagar o salário dele.

Bolsonaro demite general Santos Cruz da Secretaria de Governo da Presidência

Bolsonaro demite general Santos Cruz da Secretaria de Governo da Presidência

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz foi demitido nesta quinta-feira (13) da Secretaria de Governo da Presidência da República pelo presidente Jair Bolsonaro. Ele será substituído pelo general de Exército Luiz Eduardo Ramos Batista Pereira.

Desde que chegou ao Planalto, em janeiro, o ministro se envolveu em uma crise com os filhos do presidente, além de um embate com o guru Olavo de Carvalho. A comunicação de governo era um dos pontos de embate.

Um integrante do Palácio do Planalto usou a expressão “freio de arrumação” para explicar a demissão. 

Santos Cruz é o terceiro ministro a deixar o governo. Gustavo Bebianno foi demitido da  Secretaria-Geral da Presidência em fevereiro, e Ricardo Vélez Rodríguez, do Ministério da Educação em abril.

O incômodo da cúpula militar do governo com Olavo de Carvalho cresceu à medida que se avolumaram os ataques do escritor reverenciado pelo presidente e pelo grupo ideológico que o cerca.

O ministro general reagiu às ofensas de Olavo aos militares que hoje trabalham no Palácio do Planalto, em especial o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB).

— Eu nunca me interessei pelas ideias desse sr. Olavo de Carvalho — disse Santos Cruz à Folha.  

— Nem a forma nem o conteúdo agradam a ele — afirmou.

— Por suas últimas colocações na mídia, com linguajar chulo, com palavrões, inconsequente, o desequilíbrio fica evidente — criticou o ministro, em março.

 Integram ainda a ala militar do Planalto os generais Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o porta-voz, Otávio Rêgo Barros, e o chefe da Secretaria-Geral, Floriano Peixoto. ​

Outro desgaste ocorreu em torno das disputas dentro do governo sobre regulamentação de veículos de imprensa — a secretaria de Comunicação Social (Secom) está subordinada à pasta de Santos Cruz. 

Santos Cruz concedeu entrevista no início de abril à rádio Jovem Pan na qual comentou sobre a necessidade de evitar distorções nas redes sociais. Ele afirmou ainda que a influência das mídias sociais é benéfica, mas também pode “tumultuar”. Para ele, é necessário ter cuidado com a sua utilização, evitando ataques e o seu uso como “arma de discórdia”.

Bolsonaro reagiu. Em mensagem publicada em sua conta oficial no Twitter, ele escreveu que recomenda “um estágio na Coreia do Norte ou em Cuba” para quem defender uma espécie de controle do conteúdo divulgado.

O escritor Olavo de Carvalho, um dos gurus do presidente, foi explícito ao endereçar as críticas. “Controlar a internet, Santos Cruz? Controlar a sua boca, seu merda”, escreveu.

A comunicação do Palácio do Planalto tem sido palco desde o início do governo de uma disputa entre o núcleo militar e os chamados “olavistas”, seguidores do escritor.

Um mês antes, Santos Cruz desautorizou pedido feita pela Secom para que as empresas estatais enviassem para avaliação prévia propagandas de perfil mercadológico.

O gesto foi interpretado por assessores palacianos como a primeira crise entre o militar e o empresário Fábio Wajngarten, que assumiu recentemente a Secom na tentativa de melhorar a comunicação do governo.

Bolsonaro defende que governo não atrapalhe empresários

Bolsonaro defende que governo não atrapalhe empresários

Em encontro com lideranças empresariais na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta terça-feira (11), o presidente da República, Jair Bolsonaro, recebeu a Ordem do Mérito Industrial São Paulo.

Ao se dirigir aos empresários, Bolsonaro afirmou que o governo não pode atrapalhar os empresários do Brasil:

“Os senhores podem até sobreviver sem governo, mas o governo sucumbirá sem os senhores. Para parafrasear Margaret Tatcher, quem deve conduzir o destino da nação são os senhores, o povo, vocês que têm que dar um norte para nós. O que temos obrigação de fazer? Não atrapalhá-los, coisa muito comum há pouco tempo.”

Além do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, estavam presentes no evento os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

Ao defender a reforma da Previdência, segundo o UOL, Bolsonaro foi aplaudido pelos empresários:

“Quero ter a satisfação, no final de 2022, de dever cumprido. De ter realmente feito pelo nosso Brasil. E isso passa agora pelas próximas semanas na questão da nova Previdência. Não temos outra alternativa. É essa a alternativa.”


Bolsonaro diz que benefícios serão suspensos já no dia 25 se Congresso não aprovar crédito suplementar

Bolsonaro diz que benefícios serão suspensos já no dia 25 se Congresso não aprovar crédito suplementar

(Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro disse que a não aprovação pelo Congresso Nacional de um projeto do governo que pede crédito suplementar fora da “regra de ouro” levará à suspensão “já no próximo dia 25” de pagamentos de benefícios a idosos e pessoas com deficiência.

“Nos meses seguintes faltarão recursos para aposentadorias, Bolsa Família, PRONAF, Plano Safra”, afirmou o presidente, em mensagem publicada em sua conta oficial no Twitter no sábado.

“Acredito na costumeira responsabilidade e patriotismo dos deputados e senadores na aprovação urgente da matéria”, acrescentou Bolsonaro.

No final de maio, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, disse que o projeto do governo que pede o crédito suplementar precisaria ser aprovado pelos parlamentares até meados de junho, entre os dias 14 e 16, para não prejudicar o fluxo de pagamento de gastos do governo.

Uma hora após as mensagens publicadas por Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também se manifestou no Twitter sobre o projeto do governo, que pede autorização para um crédito suplementar de 248,9 bilhões de reais.

O projeto é necessário para que o governo cumpra a regra de ouro, um dispositivo da Constituição que proíbe que a União realize operações de crédito que superem o montante de despesas de capital do Orçamento anual.

Isso significa, na prática, que o governo não pode contrair dívidas para pagar despesas correntes para manutenção da máquina pública. Essa regra, no entanto, pode ser contornada com autorização expressa do Congresso.

“Muito bom o presidente Jair Bolsonaro, enfim, ter mostrado preocupação com este tema”, afirmou Maia no Twitter. Ele afirmou ainda que a matéria, enviada pelo governo em 11 de março, “já faz parte da preocupação do Congresso desde o início do ano”.

Em outras mensagens, Maia defendeu o Congresso, ao afirmar que os parlamentares já aprovaram “projetos fundamentais” e também rejeitaram “projetos que faziam mal ao Brasil”.

“Até agora, alguns programas do governo estão parados, mas não pelo atraso na aprovação de algum projeto de lei”, acrescentou Maia.

As discussões sobre o projeto que trata do crédito suplementar devem ser retomadas na terça-feira na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso.

Governo quer moeda única para América do Sul, diz Bolsonaro

Governo quer moeda única para América do Sul, diz Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse hoje (7) que o governo quer uma moeda única para toda a América do Sul. A proposta foi apresentada ontem pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo Bolsonaro, a ideia é começar pelo Brasil e Argentina, que são os maiores países sul-americanos, e depois expandi-la para outras nações, se elas desejarem.

“Uma família começa com duas pessoas. A ideia foi lançada na Argentina. O que ouvi o Paulo Guedes dizer é que ele gostaria que outros países se preocupassem com isso e quem sabe fazer uma moeda única aqui na América do Sul”.

Segundo o presidente, a nova moeda pode representar perdas e ganhos, mas, de um modo geral, o país tem muito mais a ganhar do que perder. Ele disse que a moeda única pode travar aventuras socialistas na América do Sul.

Bolsonaro disse esperar que o Mercosul consiga fechar ainda este ano um acordo comercial com a União Europeia. E demonstrou preocupação com uma possível eleição de Cristina Kirchner no próximo pleito presidencial argentino.

“Obviamente existe uma preocupação de todos que são amantes da democracia e da liberdade dos destinos que porventura a Argentina possa tomar”, disse durante cerimônia de formatura de sargentos da Marinha, no Rio de Janeiro.

Agência Brasil

Bolsonaro e Macri se reúnem em Buenos Aires nesta quinta-feira

Bolsonaro e Macri se reúnem em Buenos Aires nesta quinta-feira

O presidente Jair Bolsonaro recebe o presidente da Argentina, Mauricio Macri, para almoço no Palácio do Itamaraty.

O presidente Jair Bolsonaro desembarca hoje (6) em Buenos Aires, na Argentina, em visita de Estado ao país, o principal parceiro comercial do Brasil na América Latina. Além do encontro com o presidente Maurício Macri, Bolsonaro se reunirá com as principais autoridades argentinas. É a primeira visita ao país vizinho e a segunda a um país sul-americano. Em março, Bolsonaro foi ao Chile, em um dos primeiros giros internacionais que fez depois que tomou posse. 

A corrente de comércio entre o Brasil e a Argentina (a soma de exportações e importações) atingiu US$ 26 bilhões em 2018. Embora tenha apresentado uma redução de 3,9% em relação ao ano anterior, a Argentina se manteve como o terceiro país com maior fluxo de comércio com o Brasil, atrás da China e dos Estados Unidos.

Programação

A previsão é que a comitiva presidencial desembarque na capital argentina por volta das 10h (horário de Brasília), onde será recebida com honras militares.

O governo brasileiro não informou os acordos que poderão ser celebrados entre os dois países, mas há a expectativa da assinatura de memorandos de entendimento em áreas como indústria de defesa, biocombustíveis, mineração e ciência e tecnologia.

O primeiro compromisso oficial de Bolsonaro é a deposição de flores na Praça de San Martín, onde deve ser respeitado  um minuto de silêncio em memória dos mortos em combate nas lutas pela independência da Argentina. Em seguida, o presidente segue para a Casa Rosada, sede do Poder Executivo, onde terá, inicialmente, encontro privado com Macri. 

Na sequência, as equipes ministeriais dos dois países fazem reunião ampliada. Bolsonaro será acompanhado por sete ministros: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia), Fernando Azevedo (Defesa), Tereza Cristina (Agricultura), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). Também estão previstos na comitiva presidencial a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e o assessor internacional da Presidência da República, Filipe Martins, além do senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) e do deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS). 

Após a reunião de ministros, Macri e Bolsonaro deverão fazer uma declaração conjunta à imprensa. A programação prossegue com encontros do presidente brasileiro com a cúpula do Congresso argentino e também com o presidente da Suprema Corte de Justiça do país. Depois, Macri oferece um almoço para a comitiva e autoridades. 

Bolsonaro também deve participar do encerramento de um seminário sobre indústria de defesa e se encontrar com empresários na embaixada brasileira em Buenos Aires. Às 19h, o presidente deve transmitir sua tradicional live semanal, pelo Facebook. O retorno ao Brasil está previsto para a manhã de sexta-feira. Bolsonaro e comitiva embarcam às 6h40 de Buenos Aires com destino ao Rio de Janeiro, onde o presidente participará de uma atividade no Comando da Marinha.

Eleições argentinas

Em meio a um agravamento da crise econômica da Argentina, Bolsonaro e Macri deverão tratar também de assuntos políticos, como as eleições no país vizinho marcadas para outubro.

O atual presidente argentino tentará sua reeleição e Bolsonaro não esconde a simpatia pelo colega. Em recentes declarações, o presidente brasileiro tem criticado a possibilidade de setores de esquerda voltarem ao poder no país.

A ex-presidente Cristina Kirchner, que governou antes de Macri, já anunciou a candidatura a vice-presidente na chapa que será liderada pelo peronista Alberto Fernández, que foi seu chefe de gabinete no mandato anterior. 

O porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio do Rêgo Barros, reforçou ontem (5) a posição de Bolsonaro em relação às eleições no país vizinho e reconheceu que o assunto deverá ser tratado durante a visita. 

“O presidente é a favor de governos de países que compactuam com os mesmo valores, valores estes que são fortalecidos pela democracia, pelo valor do livre mercado e das liberdades individuais que o Brasil tanto lutou para conseguir a partir da eleição do presidente Jair Bolsonaro. Já declarou também, por diversas vezes, o desejo de que a esquerda não retome o poder no nosso subcontinente sul-americano, como vemos hoje ainda na Venezuela”, afirmou em entrevista.

Agência Brasil