Presos fazem rebelião no Compaj; SSP confirma que ocorrência ja está controlada

Uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), situado no km 8 da BR-174, em Manaus, deixou mortos neste domingo (26). O motim foi confirmado pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) às 12h30 (horário local). O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para realizar a remoção de corpos. Informações extra-oficiais indicam 10 mortos.

A mãe de um detento estava no local e testemunhou o início da rebelião. Ela afirma que visitantes foram tomados como reféns.

“Eu estava na cela sete. Foi uma agonia muito grande. Começou uma correria, e todos estavam batendo nas celas, nas portas, e correndo pelos corredores. Tinha um [detento] na cela oito que estava amarrado. Os policiais tiraram as visitas, mas os presos pegaram um monte e levaram para quadra”, disse a mulher, que pediu para não ser identificada.

SSP: OCORRÊNCIA NO COMPAJ ESTÁ CONTROLADA

A Secretaria de Comunicação do Governo distribuiu a seguinte nota:

Neste domingo (26/05), o Grupo de Intervenção Prisional (GIP), companhia do Batalhão de Choque da Polícia Militar, foi acionado pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) para atuar no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde estava acontecendo uma briga entre presos. Os policiais fizeram a intervenção no presídio, por volta do meio dia.


Neste momento, a situação está controlada, com reforço de policiamento nas muralhas, nos ramais de acesso e na estrada. Ainda está sendo feito levantamento sobre mortes. O secretário de Segurança Pública, coronel Louismar Bonates, determinou, ainda, reforço em outras unidades do sistema, por medida de precaução. Helicópteros do Departamento Integrado de Operações Aéreas fazem sobrevoo no sistema, nesta tarde. Não há informações sobre fugas e não houve agentes penitenciários reféns.


De acordo com o secretário da Seap, coronel Marcus Vinícius Almeida, é importante destacar que a intervenção foi rápida e que o tempo de resposta foi muito reduzido em relação a ocorrências anteriores, devido ao GIP, criado no início desta gestão.